- Profissionais mais velhas relatam sentimento de inadequação no ambiente de trabalho e buscam formas de retardar o envelhecimento para evitar morte simbólica
- Diante de obstáculos para a ascensão profissional, executivas brasileiras redefinem propósitos no trabalho para conciliar carreira e vida pessoal
- Gestão das organizações ainda está associada ao gênero masculino; criar uma cultura corporativa mais acolhedora para as mulheres pode contribuir para o renascimento simbólico das profissionais
As constatações estão em artigo das pesquisadoras da FGV EAESP Vanessa Martines Cepellos e Maria José Tonelli publicado na Revista "Organizações e Sociedade". O estudo é baseado em 58 entrevistas com mulheres que ocupavam ou já haviam ocupado cargos de lideranças em empresas brasileiras de diferentes setores. As entrevistadas tinham entre 41 e 63 anos.
Mulheres no mercado de trabalho devem ter apoio das organizações para conciliar profissão com qualidade de vida
Diante da morte simbólica, as profissionais buscam retardar o envelhecimento através do desenvolvimento de novas habilidades. As executivas maduras também relatam foco em redefinir o propósito do trabalho em suas vidas. Após anos dedicados à profissão, essas mulheres desejam conciliar a carreira com a vida familiar e social e atividades de lazer. Quando buscam uma nova carreira em atividades como docência, consultorias ou empreendedorismo, demandam a valorização de sua experiência e conhecimento.
Neste processo de renascimento simbólico das profissionais mais velhas, é importante que organizações as auxiliem a conciliar melhores condições de trabalho com qualidade de vida. “As organizações que desejam reter essas mulheres devem se concentrar em mudar as políticas e práticas de recursos humanos, além de criar uma cultura de apoio, utilizar efetivamente os seus talentos e motivar a busca por conquistas”, analisam as autoras.
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