- Achados da pesquisa dizem respeito à experiência de consumo em livrarias, segmento impactado pela desmaterialização que caracteriza a experiência nas lojas virtuais.
- Duas características definem a relevância da loja física para cada consumidor: apreço pela leitura e apego à materialidade.
- Porém, a livraria física ainda possibilita experiências de acolhimento e transcendência que não são possíveis no consumo virtual.
As livrarias reúnem quatro tipos de experiências de consumidor. Duas são compartilhadas com a experiência na loja virtual: Lugar de Comprar, em que o consumo pode ser hedônico(relacionada ao apreço pela leitura) ou funcional (relacionada a prazo, praticidade ou preço), e Garimpo, que se refere à busca minuciosa por item de valor especial, com possibilidade de descobertas inesperadas.
No entanto, em tempos de mudanças tecnológicas que levam à desmaterialização do consumo, as outras duas experiências de consumidor são exclusivas da loja física: Refúgio do Lar, que entende a livraria como ambiente seguro, tranquilo e de bem-estar, e Portal da Magia, em que este ambiente é visto como uma “fenda” criada no mundo cotidiano para acesso ao mundo de imaginação e de ideias contidas nos livros.
Assim, a experiência de consumo é pessoal e individualizada, e não pode ser controlada pela empresa. A relevância da loja física não é estanque, pois os significados de experiência são atribuídos a cada interação dos consumidores com a empresa e com a tecnologia. “Para sobreviver, o varejo precisa oferecer experiências significativas integrando os canais digital e físico com consistência ao longo de toda a jornada”, concluem as autoras do estudo, dentre elas Eliane Pereira Zamith Brito, da FGV EAESP.
Confira o estudo na íntegra
