- Estudo do FGVsaúde revela que 45,6% dos trabalhadores em regime home office tem estado de humor afetado pela pandemia
- Pessoas que moram sozinhas tiveram nível de bem-estar abaixo do recomendado pela OMS
- Principais queixas são de preocupação com questões financeiras, ansiedade com a saúde de um membro da família e sensação de isolamento e solidão
Alberto José N. Ogata, Ana Claudia Pinto, Valena Sávia Pereira, Viviane Lourenço, Yohana Andrade, Ana Maria Malik
Esse é o segundo relatório feito pelo centro, em parceria com o Institute of Employment Studies (IES) do Reino Unido, para avaliar os impactos do trabalho remoto na saúde e bem-estar dos brasileiros durante a pandemia. O estudo aplicou um questionário on-line a 653 trabalhadores no período de 1 de junho a 30 de agosto.
Com alguns resultados já divulgados em relatório parcial em agosto, a pesquisa ampliou a quantidade de respondentes durante o período e apresenta, neste segundo relatório, análises específicas sobre a saúde mental dessas pessoas. Com 533 respostas coletadas nos meses de junho e julho, o primeiro relatório mostrou que apenas 15,9% dos trabalhadores receberam suporte das empresas para trabalhar em casa — e que sintomas físicos como dores nas costas, no pescoço, fadiga ocular, perda de sono e dores de cabeça tornaram-se frequentes para essas pessoas. Neste segundo relatório, os dados dos respondentes foram cruzados com um questionário da Organização Mundial da Saúde que mede o estado de saúde mental das pessoas por meio do humor, vitalidade e interesse geral, através de uma escala de 25 pontos.
Quase metade dos respondentes atingiram escore igual ou inferior a 13, que seria um indicador de baixo nível de bem-estar, quando se recomenda acompanhamento médico. As principais queixas são de preocupação com questões financeiras, ansiedade com a saúde de um membro da família e sensação de isolamento e solidão Pessoas que moram sozinhas também tiveram índices abaixo do recomendado pela OMS. Para Alberto Ogata, pesquisador do FGVsaúde e autor do estudo, os resultados demonstram que “não adianta só tratar com remédio as dores físicas causadas pelo home office, se as pessoas estão com depressão ou se sentindo mal do ponto de vista psicológico”.
Confira o relatório abaixo:

Fonte: Agência Bori
