- 84% dos trabalhadores não receberam avaliação do empregador sobre as condições de saúde e segurança do ambiente doméstico
- Com a popularização do home office na pandemia, empresas devem elaborar estratégias de saúde e bem-estar para evitar adoecimento dos funcionários
Ana Maria Malik
Viviane Lourenço
Valena Savia
Ana Claudia Pinto
Yohana Rodrigues
Os achados são de Alberto José Niituma Ogata, Ana Maria Malik, Viviane Lourenço e Valena Savia, pesquisadores do FGVsaúde, o Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da FGV EAESP, em artigo publicado na “Revista Brasileira de Medicina do Trabalho”. Os pesquisadores analisaram respostas a questionário online aplicado a 653 pessoas entre 1º de junho e 15 de agosto de 2020.
Com frequência, os entrevistados relataram aumento de desconforto ou dor nas costas, no pescoço e nos ombros – 56%, 55% e 50%, respectivamente. Entre outros sintomas apontados pelos respondentes estão problemas de sono, que atingiram 54% dos entrevistados. Já a questão emocional mais prevalente foi a preocupação com as finanças da família, foco de 35% dos entrevistados.
Ao trabalhar de casa durante a pandemia, o profissional não pode contar com mobiliário adequado como o disponível nos ambientes de trabalho convencionais. Também passou a conviver com demandas domésticas, como cuidar de crianças. Segundo os autores, a partir desses aprendizados, são necessárias estratégias para garantir a saúde ocupacional e o bem-estar dos trabalhadores no novo regime para evitar o surgimento ou agravamento de quadros clínicos já existentes.
