Resumo da pesquisa:
- Estudo da FGVsaúde revela que apenas 15,9% dos trabalhadores receberam suporte para o trabalho em casa por parte do empregador
- Principais queixas são aumento em dores no corpo, cabeça, fadiga ocular e perda de sono
- Quase metade dos entrevistados dividem seu espaço de trabalho em casa com outra pessoa
Pesquisador(es):
Alberto José N. Ogata, Ana Claudia Pinto, Valena Sávia Pereira, Viviane Lourenço, Yohana Andrade, Ana Maria Malik
Alberto José N. Ogata, Ana Claudia Pinto, Valena Sávia Pereira, Viviane Lourenço, Yohana Andrade, Ana Maria Malik
Com a pandemia da Covid-19, muitas pessoas passaram a trabalhar de forma remota. Sem condições adequadas de trabalho em suas casas, no entanto, o home office tem trazido impactos na saúde e no bem-estar dos brasileiros. Os principais sintomas físicos que se tornaram mais frequentes que o habitual são dores nas costas (58%), no pescoço (75%), fadiga ocular (55%), perda de sono (55%) e dores de cabeça (53%).
Os resultados são de estudo realizado pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde (FGVsaúde) da FGV EAESP, em parceria com o Institute of Employment Studies (IES) do Reino Unido e com o apoio técnico da empresa Sharecare. A pesquisa entrevistou 533 pessoas entre os meses de junho e julho, por meio de questionário eletrônico desenvolvido pelo instituto britânico. A maioria dos participantes eram mulheres (67,9%) e tinham uma idade média de 40 anos.
A grande maioria dos respondentes (87,4%) começou a fazer home office devido à pandemia, mas apenas 15,9% receberam algum tipo de suporte em termos de adaptação da sua casa para o trabalho por parte do empregador. Ainda, 63% dos trabalhadores relataram que não têm conseguido se exercitar como faziam anteriormente e 46% têm trabalhado mais horas e em horários irregulares.
Essa realidade trouxe ainda outros desafios para o desempenho das funções laborais pelos trabalhadores. De acordo com o estudo, 47,7% dos respondentes relataram compartilhar o seu espaço de trabalho com outro adulto, 46% vivem com filhos dependentes menos de 18 anos e 21,2% cuidam de parente idoso.
“Essa mudança trouxe repercussões para a saúde física e emocional das pessoas que exigirão ações efetivas pelos gestores das organizações. Caso contrário, as taxas de adoecimento aumentarão, com redução da produtividade pessoal e organizacional”, avalia Alberto Ogata, pesquisador do FGVSaúde e um dos autores do estudo.
A pesquisa incluiu instrumento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que permite a avaliação do estado de saúde mental dos respondentes. Na próxima etapa, além de comparação com dados internacionais, os pesquisadores analisarão uma possível associação dos sintomas físicos e emocionais relatados com a saúde mental dos trabalhadores.
Confira o relatório completo aqui.
Fonte: Agência Bori
Os resultados são de estudo realizado pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde (FGVsaúde) da FGV EAESP, em parceria com o Institute of Employment Studies (IES) do Reino Unido e com o apoio técnico da empresa Sharecare. A pesquisa entrevistou 533 pessoas entre os meses de junho e julho, por meio de questionário eletrônico desenvolvido pelo instituto britânico. A maioria dos participantes eram mulheres (67,9%) e tinham uma idade média de 40 anos.
A grande maioria dos respondentes (87,4%) começou a fazer home office devido à pandemia, mas apenas 15,9% receberam algum tipo de suporte em termos de adaptação da sua casa para o trabalho por parte do empregador. Ainda, 63% dos trabalhadores relataram que não têm conseguido se exercitar como faziam anteriormente e 46% têm trabalhado mais horas e em horários irregulares.
Essa realidade trouxe ainda outros desafios para o desempenho das funções laborais pelos trabalhadores. De acordo com o estudo, 47,7% dos respondentes relataram compartilhar o seu espaço de trabalho com outro adulto, 46% vivem com filhos dependentes menos de 18 anos e 21,2% cuidam de parente idoso.
“Essa mudança trouxe repercussões para a saúde física e emocional das pessoas que exigirão ações efetivas pelos gestores das organizações. Caso contrário, as taxas de adoecimento aumentarão, com redução da produtividade pessoal e organizacional”, avalia Alberto Ogata, pesquisador do FGVSaúde e um dos autores do estudo.
A pesquisa incluiu instrumento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que permite a avaliação do estado de saúde mental dos respondentes. Na próxima etapa, além de comparação com dados internacionais, os pesquisadores analisarão uma possível associação dos sintomas físicos e emocionais relatados com a saúde mental dos trabalhadores.
Confira o relatório completo aqui.
Fonte: Agência Bori
Categorias: Administração de empresas Pesquisa e conhecimento
