- A coopetição, combinação de cooperação e competição, é uma estratégia eficaz para a internacionalização de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) em economias emergentes.
- Agentes de Instituições Formais (AIFs) desempenham um papel crucial no apoio às PMEs, facilitando o acesso a mercados internacionais e promovendo marcas nacionais.
- Diferentes indústrias apresentam níveis variados de coopetição, com setores mais maduros adotando estratégias mais avançadas de internacionalização.
Os pesquisadores adotaram uma abordagem qualitativa, realizando 21 entrevistas com representantes de PMEs, AIFs e especialistas do setor. Foram analisadas três indústrias brasileiras da área de tecnologia da informação, calçados e vinhos para entender como as estratégias de coopetição variam entre os setores. A pesquisa utilizou estudos de caso e análise de dados para identificar padrões e avaliar o impacto dos AIFs na internacionalização dessas empresas.
Os agentes de instituição formal são organizações ou entidades, como governos, bancos e agências reguladoras. Eles estabelecem e aplicam regras, normas e políticas que influenciam o ambiente de negócios. Portanto, eles desempenham um papel essencial na criação de estabilidade e previsibilidade para as empresas, facilitando ou restringindo sua atuação em diferentes mercados.
Os resultados indicam que os AIFs desempenham papéis distintos conforme o nível de maturidade da indústria no processo de internacionalização.
No setor de vinhos, por exemplo, a coopetição já está consolidada, com os agentes incentivando a competição no mercado interno enquanto promovem a colaboração no exterior. No setor de calçados, que enfrenta desafios estruturais, esses agentes atuam de forma mais prescritiva, ajudando as empresas a reduzir custos de transação e ganhar competitividade internacional. Já no setor de tecnologia da informação, a coopetição ainda está em estágio inicial, com AIFs buscando criar redes de aprendizado e colaboração para impulsionar a internacionalização.
Além disso, a pesquisa destaca a importância das instituições formais na construção de um ambiente propício para a coopetição e internacionalização das PMEs. Ao atuar como facilitadores, os agentes dessas instituições ajudam a mitigar incertezas do mercado global, promovendo a criação de redes estratégicas e aumentando a competitividade das empresas nacionais.
No entanto, para que essas empresas alcancem sucesso internacional, é essencial que elas possuam recursos organizacionais adequados e participem ativamente das iniciativas institucionais. Por fim, o estudo reforça a necessidade de políticas públicas adaptadas às especificidades de cada setor. Isso garante um suporte eficiente para a internacionalização das PMEs brasileiras.
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