Orçamento público federal: negociação de recursos precisa ser democrática e transparente

Resumo da pesquisa:
  • Diante de recursos escassos, o processo orçamentário brasileiro precisa garantir a transparência e a democracia na destinação do dinheiro público
  • Quando o orçamento mantém privilégios, sem discussão pública das decisões, o governo não cumpre com a função de promover justiça social
  • É necessário que o governo realize a arbitragem dos diferentes interesses no processo de definição do orçamento com ampla participação dos cidadãos
Pesquisador(es):
O processo decisório sobre o orçamento público federal de 2021/2022, com aprovação de emendas parlamentares que mantêm em sigilo a destinação do dinheiro, traz consequências à democracia no Brasil. Esta é uma das constatações de artigo dos pesquisadores da FGV EAESP Marcos Fernandes e Marco Antonio Carvalho Teixeira publicado na revista “Cadernos de Gestão Pública e Cidadania”.

Em vídeo para o canal FGV EAESP Pesquisa, os autores explicam que o governo deixa de garantir justiça social aos cidadãos com a lógica de beneficiar segmentos já privilegiados com mais recursos públicos. Desta forma, ações para redução das desigualdades e promoção da qualidade de vida para a população saem prejudicadas.

Portanto, é preciso que o governo assegure a arbitragem dos conflitos distributivos através da participação da sociedade na construção, na execução e na prestação de contas do orçamento, seguindo o que determina a lei orçamentária. “Quando você vai discutir o orçamento, precisa ter algum mecanismo para arbitrar os interesses”, explica Fernandes.

“A arbitragem pressupõe que a questão está sendo discutida abertamente, que todos os atores envolvidos estão sendo parte do processo decisório”, aponta Teixeira. “Aqueles que vão receber sabem que o recurso é escasso e precisa ser utilizado da melhor maneira possível”, completa o professor.

Confira o artigo na íntegra

https://www.youtube.com/watch?v=cJRX1DvqZLg