Resumo da pesquisa:
- Presença de diretores externos nos conselhos administrativos gera maior transparência e efetividade na gestão de empresas
- Membros independentes ajudam a reduzir conflitos entre o diretor executivo (CEO) e o restante do conselho em empresas familiares
- Desempenho financeiro das empresas familiares é prejudicado com presença do CEO nos conselhos
Pesquisador(es):
Os conselhos administrativos são órgãos de governança que têm o papel de supervisionar e orientar as atividades de uma organização. Em empresas familiares, a gestão dos negócios é mais desafiadora devido à necessidade de balancear objetivos profissionais e valores pessoais. Nesse cenário, a inclusão de membros externos nos conselhos - ou seja, diretores independentes e não relacionados à companhia - contribui para tomadas de decisões mais assertivas e, consequentemente, um melhor desempenho financeiro das empresas.
É o que mostra artigo dos pesquisadores da FGV EAESP Samy Mesnik, Marina Gama e Jorge Carneiro publicado na “Revista Brasileira de Gestão de Negócios”. Os autores investigaram como a presença de diretores externos impacta a performance financeira de empresas familiares - fundadas e administradas por indivíduos de um mesmo núcleo familiar - e não familiares. Eles analisaram a composição do conselho de administração de 372 empresas brasileiras de capital aberto listadas na bolsa de valores brasileira entre 2010 e 2021.
De acordo com a pesquisa, diretores externos desempenham um papel importante no mercado de capitais. Esses profissionais trazem mais independência aos conselhos e garantindo maior sucesso econômico às empresas. Para o mercado, esses agentes trazem maior transparência, conhecimento e compliance - a conformidade com princípios éticos e legais. Também monitoram a eficiência das atividades e dos profissionais da companhia, promovendo decisões corporativas mais racionais e sustentáveis. Uma das principais funções é impedir que gestores coloquem seus próprios interesses acima dos da firma, por exemplo.
A contribuição desses profissionais é ainda mais positiva nas empresas familiares, em comparação às organizações tradicionais. Nessas companhias, os membros externos ajudam a reduzir os conflitos internos entre o diretor executivo - o chief executive officer, ou CEO - e o restante do conselho administrativo, ambos ocupados por membros da família proprietária dos negócios. Além disso, esses agentes contribuem para um uso mais eficiente de recursos e permitem a administração de incertezas financeiras, como riscos e financiamentos externos, trazendo melhores resultados às essas empresas.
A pesquisa também aponta situações em que a influência de membros externos é menos significativa. Em alguns casos, os cargos de CEO e de presidente do conselho são ocupados pela mesma pessoa, prática conhecida como dualidade de CEO. Nesse cenário, esses indivíduos podem exercer o poder de forma abusiva e inibir as contribuições dos diretores externos, trazendo efeitos negativos às finanças das companhias.
É o que mostra artigo dos pesquisadores da FGV EAESP Samy Mesnik, Marina Gama e Jorge Carneiro publicado na “Revista Brasileira de Gestão de Negócios”. Os autores investigaram como a presença de diretores externos impacta a performance financeira de empresas familiares - fundadas e administradas por indivíduos de um mesmo núcleo familiar - e não familiares. Eles analisaram a composição do conselho de administração de 372 empresas brasileiras de capital aberto listadas na bolsa de valores brasileira entre 2010 e 2021.
Independência do conselho ajuda a reduzir conflitos e promove governança corporativa assertiva
De acordo com a pesquisa, diretores externos desempenham um papel importante no mercado de capitais. Esses profissionais trazem mais independência aos conselhos e garantindo maior sucesso econômico às empresas. Para o mercado, esses agentes trazem maior transparência, conhecimento e compliance - a conformidade com princípios éticos e legais. Também monitoram a eficiência das atividades e dos profissionais da companhia, promovendo decisões corporativas mais racionais e sustentáveis. Uma das principais funções é impedir que gestores coloquem seus próprios interesses acima dos da firma, por exemplo.
A contribuição desses profissionais é ainda mais positiva nas empresas familiares, em comparação às organizações tradicionais. Nessas companhias, os membros externos ajudam a reduzir os conflitos internos entre o diretor executivo - o chief executive officer, ou CEO - e o restante do conselho administrativo, ambos ocupados por membros da família proprietária dos negócios. Além disso, esses agentes contribuem para um uso mais eficiente de recursos e permitem a administração de incertezas financeiras, como riscos e financiamentos externos, trazendo melhores resultados às essas empresas.
A pesquisa também aponta situações em que a influência de membros externos é menos significativa. Em alguns casos, os cargos de CEO e de presidente do conselho são ocupados pela mesma pessoa, prática conhecida como dualidade de CEO. Nesse cenário, esses indivíduos podem exercer o poder de forma abusiva e inibir as contribuições dos diretores externos, trazendo efeitos negativos às finanças das companhias.
Categorias: Estratégia empresarial
