- Diante de recursos escassos, o processo orçamentário brasileiro precisa garantir a transparência e a democracia na destinação do dinheiro público
- Quando o orçamento mantém privilégios, sem discussão pública das decisões, o governo não cumpre com a função de promover justiça social
- É necessário que o governo realize a arbitragem dos diferentes interesses no processo de definição do orçamento com ampla participação dos cidadãos
Em vídeo para o canal FGV EAESP Pesquisa, os autores explicam que o governo deixa de garantir justiça social aos cidadãos com a lógica de beneficiar segmentos já privilegiados com mais recursos públicos. Desta forma, ações para redução das desigualdades e promoção da qualidade de vida para a população saem prejudicadas.
Portanto, é preciso que o governo assegure a arbitragem dos conflitos distributivos através da participação da sociedade na construção, na execução e na prestação de contas do orçamento, seguindo o que determina a lei orçamentária. “Quando você vai discutir o orçamento, precisa ter algum mecanismo para arbitrar os interesses”, explica Fernandes.
“A arbitragem pressupõe que a questão está sendo discutida abertamente, que todos os atores envolvidos estão sendo parte do processo decisório”, aponta Teixeira. “Aqueles que vão receber sabem que o recurso é escasso e precisa ser utilizado da melhor maneira possível”, completa o professor.
Confira o artigo na íntegra
https://www.youtube.com/watch?v=cJRX1DvqZLg
