- Pesquisa mostrou haver persistência e boa gestão nos estudos entre colaboradores que estavam engajados no ensino à distância (EAD) no ambiente corporativo
- No entanto, ainda existem desafios relacionados ao planejamento dos estudos, tanto da empresa quanto do colaborador
- A ansiedade durante o processo de aprendizagem à distância pode ser tanto reflexo da (falta de) planejamento como do excesso de tarefas, de problemas ligados a satisfação do trabalho ou até questões pessoais
Marcus Brauer
Cecília Lima de Queirós Mattoso
Alberto Luiz Albertin
Ettore de Carvalho Oriol
Confira o estudo na íntegra
No entanto, como fazer com que os aprendizes desses cursos e treinamentos se mantenham motivados durante os estudos? Para entender que fatores influenciam a motivação e o engajamento no processo de aprendizagem em educação corporativa a distância, uma pesquisa realizou questionários para compreender qual era a relação de questões como persistência, planejamento, autoeficácia, valorização, medo de fracasso e ansiedade com o engajamento e a motivação dos estudantes.
Os pesquisadores, entre eles o professor Alberto Luiz Albertin, da FGV EAESP, descobriram que colaboradores engajados com o EAD corporativo tinham elevado índice de persistência, boa gestão de estudos e autoeficácia, por exemplo. No entanto, dois fatores pareceram estar menos associados à motivação dos colaboradores em continuar engajados nos estudos: o planejamento e a ansiedade.
"O planejamento, tanto da empresa quanto do colaborador, pode ser um componente crítico no processo de aprendizagem e deve ser olhado de forma mais abrangente, considerando todos os pontos e buscando o desenvolvimento de um programa mais bem estruturado de ambas as partes", sinalizam os autores em artigo publicado na Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação.
Os pesquisadores também apontaram que a ansiedade dentro do processo de aprendizagem poderia estar surgindo por diversos motivos, desde o próprio desafio de planejamento até outras questões, como excesso de tarefas, problemas relacionados à insatisfação com o trabalho ou até problemas pessoais.
O estudo pode ajudar a propor a abertura de novas portas para a inclusão de uma ferramenta de ensino corporativo, mediado por tecnologias da informação, que permita às organizações melhorar seu planejamento e desenvolver suas políticas de treinamento.
Confira o estudo na íntegra na Revista Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação.
