- Tempo entre o aporte inicial e o desinvestimento de venture capitals em startups brasileiras apresenta tendência de queda
- A principal forma de saída observada foi a aquisição das startups por empresas estrangeiras
- Fundos venture capital brasileiros atraem investimento internacional
A diminuição no tempo de saída indica um aumento de liquidez no mercado brasileiro, favorecendo o desenvolvimento das startups. “Quando o investidor consegue fechar o ciclo de investimento dentro de um período relativamente curto, facilita para que ele passe para o próximo. Quando isso acontece, o pipeline sobe para todo mundo”, analisa Gilberto Sarfati, da FGV EAESP, que assina o estudo com Marcos Gereto.
Investimentos internacionais
De acordo com Sarfati, uma característica particular do cenário nacional é ter venture capitals brasileiros entrando no começo e atraindo investimento internacional em estágios posteriores de desenvolvimento da empresa, o que ajuda a dar liquidez para o mercado. O estudo revela que a principal forma de saída observada foi a aquisição das startups por empresas estrangeiras – muitas vezes facilitada pela presença de venture capitals estrangeiras entre os investidores das startups –, com o objetivo de entrar ou expandir suas operações no mercado brasileiro.
O trabalho foi realizado a partir da análise do histórico de 436 startups brasileiras registradas na base de dados da Crunchbase, principal plataforma online para informações sobre a indústria de venture capital do mundo. A duração do ciclo de investimento foi calculada a partir da diferença entre o ano do primeiro investimento e o ano do desinvestimento. O estudo foi publicado na “Revista da Micro e Pequena Empresa” em dezembro de 2019.
Os dados sobre a saída de startups do portfólio de fundos de venture capital no Brasil são inéditos. “É um mercado que não tem informação nenhuma. Nos Estados Unidos, onde o mercado é muito mais maduro, a própria associação da área compila e divulga os resultados”, comenta Sarfati.
