Blockchain pode auxiliar no controle de créditos de carbono da Floresta Amazônica em parceria com plataformas locais

Resumo da pesquisa:
  • Plataformas locais, como o Tesouro Verde, são reconhecidas pelo setor privado como um canal confiável, transparente e seguro
  • A plataforma do Tesouro Verde pode funcionar como um mecanismo de aceleração que oferece uma oportunidade de investimento em uma área isolada da região Amazônica
  • O blockchain facilita a capacidade operacional da iniciativa, considerando a falta de infraestrutura local da região
Pesquisador(es):
Edson Corrêa Tavares
Fernando de Souza Meirelles
Eduardo Corrêa Tavares
Maria Alexandra Cunha
Leandro Marcilio Schunk

Confira o estudo na íntegra
A recente tecnologia do blockchain oferece um importante potencial de transformar modelos de negócio e ter impacto social ao fornecer soluções dos mais diversos tipos, incluindo a governança e a sustentabilidade. Este estudo de caso, que tem entre seus autores pesquisadores da FGV EAESP, analisa a possibilidade de uma aplicação pioneira do blockchain em uma plataforma online para negociar créditos de carbono da floresta amazônica.

Gerenciada pela iniciativa Tesouro Verde, no Amapá, o caso analisado demonstra o que o blockchain pode colaborar na negociação de investimentos ambientais entre setores públicos e privados.

A partir de uma pesquisa qualitativa, os pesquisadores chegaram à conclusão de que valores já associados ao Tesouro Verde, como confiança, transparência e segurança, são importantes para o sucesso da iniciativa, especialmente em um país sul-americano que lida com preocupações acerca da corrupção. Esses valores são cruciais para construir um relacionamento de confiança entre as partes que vão interagir por meio da plataforma.

Além disso, a existência de uma iniciativa como o Tesouro Verde funciona como um catalisador e acelerador das oportunidades de investimento nesta região isolada da Amazônia. Neste sentido, considerando o contexto de falta de infraestrutura regional, o blockchain ajuda a facilitar as capacidade de operacionalizar a venda dos créditos de carbono provenientes da floresta amazônica.

"O blockchain ajudou a criar um ambiente de autorização, auxiliou a desenhar uma solução inovadora, a aumentar a capacidade operacional e legitimar o resultado final", concluíram os autores ao final do estudo do caso.

Considerando que o Tesouro Verde é uma iniciativa ainda bastante recente (lançada em 2018), o que significa que ela ainda passa por um processo de maturidade, os pesquisadores ressaltam que o próximo passo é avaliar a capacidade de escala da iniciativa. "Assim que o Tesouro Verde atingir maior escala, podemos continuar a nossa investigação com um estudo quantitativo", prometem os pesquisadores.

Confira o estudo na íntegra