- Objetivo é reduzir as desigualdades sociais, complementando medidas tradicionais de governos e setor privado
- Entre as contribuições relatadas, estão a regularização fundiária de ocupações urbanas, a recuperação de moradias precárias e a implementação da energia solar em favelas
Os autores abordam três oportunidades para negócios de impacto na área da habitação. A primeira é a ampliação da influência do negócio, denominada scale up, ilustrada pela empresa Terra Nova. Fundada em 2001, a empresa realiza intermediações coletivas entre proprietários de terra e famílias que ocupam terrenos urbanos. Assim, colabora para a formulação de leis e políticas públicas de regularização fundiária.
O aumento no número de pessoas ou comunidades impactadas, ou scale out, pode ser verificado no trabalho da Vivenda. Desde 2014, a empresa realiza reformas em casas da população de baixa renda. A partir de 2021, passou a atuar com uma plataforma que permite a replicação do modelo original por outras organizações. Por fim, o impacto dos negócios em mudanças culturais, ou scale deep, é o caso da Revolusolar, companhia que implementa energia solar em favelas através da parceria com instituição social local.
Empreendedorismo social colabora para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
“Os casos da Terra Nova, Vivenda e Revolusolar são inovadores e resolvem problemas sociais habitacionais relevantes. Se isoladamente conseguem atender a diferentes necessidades da população que não tem acesso à moradia adequada, uma visão de conjunto desses negócios poderia trazer impacto social ainda maior”, observa o artigo.
Segundo os autores, a inovação destas iniciativas contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, que prevê cidades mais seguras e sustentáveis com garantia de acesso à moradia. Assim, o empreendedorismo social pode se somar a iniciativas governamentais e privadas já vigentes para a redução das desigualdades.
