Para qualidade de vida nas cidades, governança deve priorizar medidas de sustentabilidade e resiliência

Resumo da pesquisa:
  •  A Infraestrutura Verde e Azul é uma estratégia para mitigar a perda de biodiversidade e a poluição nas cidades através da manutenção de áreas verdes e cursos d’água
  • A economia circular, que busca minimizar a extração de recursos e evitar desperdício de materiais e energia gerada, é um dos mecanismos associados a esta solução
  • Pesquisas futuras podem abordar as particularidades das cidades do Sul global
Pesquisador(es):
José Antonio Puppim de Oliveira

Rodrigo Bellezoni

Wan-yu Shih

Bogachan Bayulken
Diante de desafios globais como as mudanças climáticas, as inovações que estimulam a autossuficiência das cidades devem compor o foco da ação política e financeira dos governos. Quando aplicada às áreas urbanas, a estratégia conhecida como Infraestrutura Verde e Azul contribui para mitigar a perda de biodiversidade e a poluição do ar e da água nas cidades, melhorando a qualidade de vida da população urbana e promovendo proteção ambiental.

A constatação é de artigo publicado na revista “Journal of Cleaner Production” com coautoria do pesquisador da FGV EAESP José Puppim de Oliveira, que promove discussão teórica sobre as bases da Infraestrutura Verde e Azul (Urban Green and Blue Infrastructure, ou GBI, na sigla em inglês).

O conceito traz contribuições para o planejamento e engenharia tradicionais para garantir um futuro com segurança nos níveis de clima, energia, biodiversidade, saúde, alimentação e acesso à água, conectando-se com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ele observa os benefícios sociais, econômicos e ecológicos decorrentes da manutenção interconectada de áreas verdes e corpos d’água a fim de garantir resiliência climática e sustentabilidade urbana.

Sustentabilidade urbana está relacionada à economia circular, evitando desperdício de água e energia


Entre os mecanismos associados a esta solução em escala local estão a economia circular, que busca minimizar a extração e o consumo de recursos naturais através do reaproveitamento e extensão da vida útil dos materiais. Soluções baseadas na natureza podem evitar o desperdício de água e energia e a geração de resíduos sólidos, problemas recorrentes nas áreas urbanas. Considerando a interdependência das cadeias produtivas, a Infraestrutura Verde e Azul também pode ser integrada aos sistemas alimentares, hídricos e energéticos conforme as características sociais e ecológicas de cada região.

Segundo os autores, pesquisas futuras podem abordar as particularidades das cidades do Sul global para a aplicação da proposta.

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