- A aprendizagem pela descoberta e pela colaboração são elementos importantes para um ensino remoto transformador a partir da pandemia
- Instituições de ensino também devem repensar papel do professor e das tecnologias para a aprendizagem em ambiente virtual
- O engajamento dos estudantes e a qualidade das interações são fatores-chave para o sucesso do ensino remoto
A pesquisa é um estudo de caso sobre a disciplina Formação Integrada para a Sustentabilidade, da graduação em Administração da FGV EAESP, no período de fevereiro a junho de 2020. No mês de março, ocorreu a migração das atividades para o ensino remoto devido à pandemia de Covid-19. Portanto, a maioria das aulas ocorreu de forma virtual. Os autores realizaram grupos focais e entrevistas com estudantes matriculados, além da análise de formulários de avaliação da disciplina preenchidos pelos discentes.
O artigo ressalta que as ferramentas tecnológicas precisam estar a serviço da qualidade das interações para que, mesmo com a distância física, os estudantes se sintam parte de uma construção coletiva e mobilizem-se para os debates e práticas. O engajamento da turma no ensino remoto está relacionado a possibilidades como conversas com pessoas de fora, reuniões em grupos menores e acesso a cenas cotidianas do ambiente doméstico, experiência que propicia momentos de descontração. Neste sentido, o dispositivo tecnológico escolhido para as aulas é a parte menos relevante para a aprendizagem em ambiente virtual, frisam os pesquisadores.
Segundo os depoimentos dos estudantes, o professor deve estar disposto a ouvir e mobilizar afetos para a boa qualidade do ensino remoto. O tempo dedicado à aproximação pessoal entre estudantes e alunos contribuiu para o desenvolvimento de uma relação de confiança e respeito.
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