As questões que mencionaram as informações contidas na obra foram feitas pelo senador Humberto Costa (do Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT de Pernambuco) aos ministros Luiz Henrique Mandetta (no dia 4 de maio) e Nelson Luiz Teich (5 de maio).
O trabalho da pesquisadora da FGV mostrou que as políticas de saúde adotadas – como o distanciamento social, o uso de máscara e o estabelecimento de lockdowns – na maioria dos países estudados estiveram dissociadas de políticas sociais que permitiam que as pessoas de fato ficassem em casa, o que dificultou que a população conseguisse cumprir com tais intervenções para a contenção do espalhamento do vírus. Esse é o caso, também, do Brasil.
A pesquisa, que está disponível gratuitamente online, teve mais de 30 menções na imprensa nos dias seguintes à sua publicação. Foi reportada em veículos como Correio Braziliense, Estadão, Deutsche Welle, UOL, Época, Agência Fapesp, entre outros.
A referência a trabalhos acadêmicos em tomadas de decisão após veiculação na mídia é uma das maneiras mais interessantes de se verificar o impacto da uma pesquisa científica veiculada na imprensa. Isso porque políticos, empresários, gestores e afins acessam o conhecimento acadêmico sobretudo pela imprensa, o que torna o jornalismo científico ainda mais importante.
A pesquisa da FGV EAESP e da Universidade de Michigan foi uma das poucas evidências científicas mencionadas nos inquéritos realizados com os ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Luiz Teich na CPI da pandemia. A íntegra dos depoimentos de Mandetta e Teich pode ser conferida no site do Senado.
