- Mais da metade dos municípios analisados tiveram desempenho mediano no tema ambiental, e 81,3%, desempenho baixo ou muito baixo no tema saúde
- Municípios do Norte têm os piores indicadores ambientais, como baixo nível de atendimento total de água e de cobertura de coleta de resíduos
Marina Kolland Dantas
Marco Antonio Catussi Paschoalotto
André Cavalcante da Silva Batalhão
Cláudia Souza Passador
Adriana Cristina Ferreira Caldana
Os autores analisaram indicadores de saúde e meio ambiente de 557 dos 588 municípios brasileiros que compõem a Faixa de Fronteira nacional. A partir dos dados, relativos ao ano de 2016, criaram dois índices, um para saúde e outro para meio ambiente.
O artigo compara os dados de três sub-regiões: arco Norte (Amapá, Pará, Roraima, Amazonas e Acre); arco Central (Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul); e arco Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). O arco Central tem a melhor média de atendimento total de água e de cobertura de coleta de resíduos e o menor número de acidentes com animais peçonhentos. O arco Sul tem a menor média de perdas na distribuição de água e menos óbitos de causas evitáveis entre crianças com menos de cinco anos.
Já o arco Norte tem os piores indicadores relacionados ao meio ambiente, destacam os autores, como baixo nível de atendimento total de água e de cobertura de coleta de resíduos. O arco Norte também possui número maior de municípios com baixo desempenho na área da saúde, como maiores taxas de óbitos de causas evitáveis entre crianças com menos de cinco anos, o que pode ser explicado por uma infraestrutura socioeconômica mais precária da região.
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