Resumo da pesquisa:
- Pesquisa avaliou padrão de resposta e resiliência do SUS em três municípios brasileiros diante da pandemia de covid-19
- Apesar dos diferentes contextos, as gestões conviveram com a insegurança diante da falta de planejamento nacional para as ações de enfrentamento à pandemia
- Medidas como parceria com universidades e articulação com as secretarias estaduais de saúde viabilizaram respostas à pandemia em âmbito regional
Pesquisador(es):
Pesquisadores:
Renato Tasca
Mariana Baleeiro Martins Carrera
Ana Maria Malik
Laura Maria César Schiesari
Alessandro Bigoni
Adriano Massuda
Cinthia Ferreira Costa.
Renato Tasca
Mariana Baleeiro Martins Carrera
Ana Maria Malik
Laura Maria César Schiesari
Alessandro Bigoni
Adriano Massuda
Cinthia Ferreira Costa.
Diante da inesperada crise sanitária provocada pela chegada da covid-19 ao Brasil, a gestão municipal da saúde viveu um ciclo reativo. De início, predominou a sensação de despreparo e o foco na resolução de problemas urgentes, como ampliação dos leitos de UTI e medidas de distanciamento. Porém, através da adaptação à nova realidade com práticas inovadoras, gestão compartilhada dos processos e envolvimento das equipes de vigilância em saúde nas ações, foi possível alcançar alguns bons resultados no combate à pandemia. Os apontamentos são de pesquisadores da FGV EAESP em artigo publicado na revista “Saúde Debate”.
A pesquisa é baseada em entrevistas realizadas em dezembro de 2020 com gestores da saúde de três municípios brasileiros de médio e grande porte - Fortaleza, Pelotas e Uberlândia. O objetivo foi avaliar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) à covid-19. Para definir os municípios a serem analisados, os autores partiram de uma amostra inicial com 50 municípios reconhecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como referência no combate à pandemia. A seleção da amostra priorizou, entre outros elementos, a distribuição geográfica, modelo de gestão e o acesso aos gestores do SUS para coleta de informações.
Apesar dos diferentes contextos epidemiológicos, sociais e políticos dos municípios estudados, os autores identificaram padrões comuns de comportamento entre os gestores, especialmente no início da pandemia no país, em março de 2020. O período foi ainda mais desafiador por conta da falta de planejamento nacional para as ações de enfrentamento, o que gerou insegurança nas equipes e atraso na implementação de medidas para mitigar a transmissão da doença.
Os gestores de saúde dos municípios também precisaram lidar com a falta de recursos humanos qualificados, a exaustão das equipes atuantes e a escassez de insumos e equipamentos. Tais limitações evidenciam a importância de ações multissetoriais e contínuas para garantir a resiliência do SUS, afirmam os autores: “essas ações devem ser promovidas, articuladas e incentivadas pelo governo federal e pelos estaduais, com a plena participação de todos os atores envolvidos”.
Por outro lado, os autores destacam que a gestão compartilhada, através de parceria com universidades e articulação com as secretarias estaduais de saúde, auxiliaram a organização das respostas à pandemia em âmbito regional. Municípios cuja gestão é realizada por organizações sociais da saúde tiveram mais agilidade nas ações do que aqueles sob administração direta do poder público, frisam os autores.
Confira a pesquisa na íntegra
A pesquisa é baseada em entrevistas realizadas em dezembro de 2020 com gestores da saúde de três municípios brasileiros de médio e grande porte - Fortaleza, Pelotas e Uberlândia. O objetivo foi avaliar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) à covid-19. Para definir os municípios a serem analisados, os autores partiram de uma amostra inicial com 50 municípios reconhecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como referência no combate à pandemia. A seleção da amostra priorizou, entre outros elementos, a distribuição geográfica, modelo de gestão e o acesso aos gestores do SUS para coleta de informações.
Apesar dos diferentes contextos epidemiológicos, sociais e políticos dos municípios estudados, os autores identificaram padrões comuns de comportamento entre os gestores, especialmente no início da pandemia no país, em março de 2020. O período foi ainda mais desafiador por conta da falta de planejamento nacional para as ações de enfrentamento, o que gerou insegurança nas equipes e atraso na implementação de medidas para mitigar a transmissão da doença.
Parcerias com universidades e presença de organizações sociais da saúde contribuíram para resiliência da gestão municipal de saúde
Os gestores de saúde dos municípios também precisaram lidar com a falta de recursos humanos qualificados, a exaustão das equipes atuantes e a escassez de insumos e equipamentos. Tais limitações evidenciam a importância de ações multissetoriais e contínuas para garantir a resiliência do SUS, afirmam os autores: “essas ações devem ser promovidas, articuladas e incentivadas pelo governo federal e pelos estaduais, com a plena participação de todos os atores envolvidos”.
Por outro lado, os autores destacam que a gestão compartilhada, através de parceria com universidades e articulação com as secretarias estaduais de saúde, auxiliaram a organização das respostas à pandemia em âmbito regional. Municípios cuja gestão é realizada por organizações sociais da saúde tiveram mais agilidade nas ações do que aqueles sob administração direta do poder público, frisam os autores.
Confira a pesquisa na íntegra
Categorias: Gestão pública
