Grade e Corpo Docente

Plano do curso Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade – Sustentabilidade

*Sujeito a alterações

Gestores tendem a basear suas decisões em hábitos e convenções e em autoconfiança. O curso se propõe a trazer o processo científico para o centro do processo de decisão do gestor. O curso tem como objetivo discutir como a metodologia científica pode ser usada para a resolução de problemas de negócios, em outras palavras, a gestão baseada em evidências, que significa usar as melhores evidências disponíveis no processo de decisão das organizações. A proposta é desenvolver o pensamento crítico para buscar a teoria, conteúdos e conhecimentos mais adequados para produzir as melhores evidências reduzindo vieses e julgamentos inadequados.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
  • Luciana Marques Vieira
    Luciana Marques Vieira
    Doutora em Economia Agrícola e Alimentar pela Universidade de Reading, Inglaterra
    desde 2016
  • Carlos Eduardo Lourenço
    Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2014
* Data da última atualização em

Negócios envolvem criar valor para clientes e lucro para a empresa, equilibrando inovação e estratégia. Adaptabilidade ao mercado, investimento em tecnologia e foco no cliente são essenciais para manter a competitividade e o crescimento sustentável.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
* Data da última atualização em 10/09/2025

A atuação profissional no campo da sustentabilidade é urgente e necessária, mas profundamente desafiadora. Não há mapas prontos: é preciso navegar realidades complexas, influenciar sistemas resistentes, articular múltiplos interesses, e manter a autorregulação emocional em meio a tensões institucionais e pessoais. Nesse cenário, a educação para sustentabilidade não pode se limitar à aplicação de ferramentas técnicas. Requer ampliação de consciência, coragem, sensibilidade. Exige capacidade de se observar, escutar ativamente, se posicionar. Partindo da complexidade dessa realidade e da visão integral do ser humano, compreendemos que a aprendizagem ocorre não somente pelo que vem de fora para dentro, mas também pelo que é percebido internamente e em relação, nas perspectivas do sujeito (eu), das relações (eu-outro) e do meio (eu-outro-mundo). O campo exige o cultivo de uma forma de ser, se relacionar, pensar e agir integradas. Assim, a Formação Integrada se estrutura em dois eixos:

- Projeto de Si Mesmo (PSM): Composto por atividades reflexivas, sensoriais, artísticas e corporais, o PSM propõe um mergulho no campo da autoconsciência, da escuta de si e da elaboração de sentido pessoal frente aos desafios do mundo. Estimula a autoformação e a presença plena do sujeito em seu processo de aprendizagem.
- Projeto Referência (PR): Desenvolvido em grupo ao longo de dois semestres, o PR conecta teoria e prática por meio de um desafio real da sustentabilidade. O PR proporciona uma vivência concreta de escuta, articulação entre atores e criação coletiva de soluções. 

No 2o semestre da disciplina - Formação Integrada II – o foco está no desenvolvimento das competências de relacionamento, e inovação e mudança, com maior ênfase a tecnologias sociais e abordagens dialógicas. O objetivo central do semestre é melhorar a qualidade das relações em suas diversas interfaces.
  
Para o Projeto Referência, os grupos escolherem uma das teorias da mudança mapeadas no 1o semestre, e realizaram uma ou mais intervenções diretamente junto aos stakeholders impactados.


 

  • Mario Prestes Monzoni Neto
    Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2005
* Data da última atualização em

Esta disciplina introdutória da jornada formativa da linha de Sustentabilidade busca provocar uma ruptura com o senso comum sobre o que é “ser sustentável”. A partir da apresentação dos principais paradigmas da sustentabilidade (fraca e forte), propõe uma reflexão crítica sobre os limites éticos, econômicos e epistêmicos do modelo de desenvolvimento dominante. São exploradas as múltiplas dimensões da crise civilizatória atual, com ênfase nos limites planetários e na interdependência entre colapso ecológico e desigualdades sociais. O pensamento complexo de Edgar Morin é introduzido como ferramenta para lidar com a incerteza e promover a reforma do pensamento. A disciplina ainda apresenta os Sistemas Socioecológicos como abordagem integradora para avaliar e transformar realidades, e convida os(as) estudantes a conhecer e imaginar alternativas sistêmicas, baseadas em saberes plurais e experiências contra-hegemônicas expressas no Pluriverso. Ao final, propõe um exercício de desaprender e reaprender, com foco na construção de futuros possíveis e no posicionamento ético do(a) estudante como agente de transição.

* Data da última atualização em

A disciplina tem como objetivo debater e promover a reflexão sobre os desafios e ações necessárias para a redução de vulnerabilidades sociais e avanço em justiça socioambiental nas cidades brasileiras no contexto da emergência climática. Para alcançar esse objetivo, serão apresentados conceitos e perspectivas sobre adaptação, justiça socioambiental e climática e cidades sustentáveis, debatidos exemplos e casos de territórios urbanos em diferentes regiões do país e alimentada a reflexão sobre diferentes perspectivas e experiências da vida nas cidades e os múltiplos riscos enfrentados cotidianamente - acentuados por eventos climáticos extremos e crônicos -, com impacto na saúde física e mental das populações. 

  • Mariana Nicolletti
    Doutora em Administração Pública e Governo pela FGV EAESP e Robert Gordon University
* Data da última atualização em

A transição para modelos de produção e consumo mais sustentáveis demanda que os desafios ambientais (ex: mudança do clima, perda de biodiversidade, poluição) e sociais (ex: inclusão, equidade) sejam incorporados à gestão de cadeias de valor, dos arranjos globais a locais. Tal transição envolve o desenvolvimento e a adoção de inovações ao longo de sucessivos elos das cadeias de valor, além da participação de diferentes organizações (empresas de diferentes portes, ONGs, organizações multi-stakeholders) e governos para indução de práticas (ex: transparência e rastreabilidade) e/ou incorporação de regulações (ex: EUDR, WEEE, RoHS) e padrões privados (ex: FSC, UEBT, roundtables, agricultura regenerativa).

Neste contexto, a disciplina como objetivos examinar (i) os temas socioambientais, do contexto global ao local, que se apresentam no âmbito das cadeias de valor, (ii) o papel da inovação orientada à sustentabilidade em cadeias de valor, (iii) a influência dos diferentes tipos de organizações na governança e na práticas em cadeias de valor, (iv)  a incorporação de sustentabilidade em cadeias de valor a partir de modelos de gestão sustentável de cadeias de suprimentos e (v) alternativas e soluções orientadas à incorporação de sustentabilidade por membros de cadeias de valor a partir de regulações e padrões privados, com base em práticas verificadas em casos nacionais e internacionais.

  • Andre Pereira de Carvalho
    Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2008
* Data da última atualização em

A atuação profissional no campo da sustentabilidade é urgente e necessária, mas profundamente desafiadora. Não há mapas prontos: é preciso navegar realidades complexas, influenciar sistemas resistentes, articular múltiplos interesses, e manter a autorregulação emocional em meio a tensões institucionais e pessoais. Nesse cenário, a educação para sustentabilidade não pode se limitar à aplicação de ferramentas técnicas. Requer ampliação de consciência, coragem, sensibilidade. Exige capacidade de se observar, escutar ativamente, se posicionar. Partindo da complexidade dessa realidade e da visão integral do ser humano, compreendemos que a aprendizagem ocorre não somente pelo que vem de fora para dentro, mas também pelo que é percebido internamente e em relação, nas perspectivas do sujeito (eu), das relações (eu-outro) e do meio (eu-outro-mundo). O campo exige o cultivo de uma forma de ser, se relacionar, pensar e agir integradas. Assim, a Formação Integrada se estrutura em dois eixos:

- Projeto de Si Mesmo (PSM): Composto por atividades reflexivas, sensoriais, artísticas e corporais, o PSM propõe um mergulho no campo da autoconsciência, da escuta de si e da elaboração de sentido pessoal frente aos desafios do mundo. Estimula a autoformação e a presença plena do sujeito em seu processo de aprendizagem.
- Projeto Referência (PR): Desenvolvido em grupo ao longo de dois semestres, o PR conecta teoria e prática por meio de um desafio real da sustentabilidade. O PR proporciona uma vivência concreta de escuta, articulação entre atores e criação coletiva de soluções. 

No 1o semestre da disciplina - Formação Integrada I – o foco está no desenvolvimento das competências de autoconhecimento e pensamento sistêmico, com maior ênfase à teoria da complexidade e abordagem transdisciplinar. O objetivo central do semestre é ampliar a percepção de si e da realidade. Para o Projeto Referência, os grupos trabalham uma visão global do desafio escolhido, realizando mapeamento sistêmico da situação-problema identificada, e chegando a diferentes teorias de mudança e respectivas possibilidades de intervenção.

  • Mario Prestes Monzoni Neto
    Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2005
* Data da última atualização em

A disciplina “Sustentabilidade em Campo” é uma parte fundamental da formação integrada proposta pelo MPGC – Sustentabilidade. Por meio de uma viagem de campo, os(as) alunos(as) serão expostos a situações e dilemas cujo objetivo é refletir sobre os desafios para a promoção do desenvolvimento em territórios complexos. A viagem inclui visitas ao território, além de conversas com empresas privadas, órgãos federais, secretarias municipais, institutos empresariais, ONGs e moradores da região.

Além do aspecto de relacionamento com diferentes stakeholders, na realidade viva em que estas relações acontecem, Sustentabilidade em Campo também nos lembra dos preceitos de Formação Integrada, da importância das relações de cada um(a) consigo mesmo(a); de cada um(a) com os outros(as) que compõe o nosso grupo; do nosso grupo com cada lugar e pessoa que encontrarmos, de todos nós e cada um/a com a natureza ao nosso redor. Como percebemos todas essas relações dentro de um sistema vivo e complexo? O que emerge como saber da experiência? Além do período em campo, a disciplina prevê uma aula de preparação (online).

  • Mario Prestes Monzoni Neto
    Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2005
* Data da última atualização em

Negócios envolvem criar valor para clientes e lucro para a empresa, equilibrando inovação e estratégia. Adaptabilidade ao mercado, investimento em tecnologia e foco no cliente são essenciais para manter a competitividade e o crescimento sustentável.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
* Data da última atualização em 10/09/2025

Essa disciplina tem como objetivo proporcionar uma compreensão crítica dos desafios e das oportunidades econômico-financeiros inerentes à transição para a sustentabilidade. Apesar de desejada e necessária, essa transição nos apresenta, do ponto de vista econômico, trade-offs, normalmente ausentes do debate público. Na disciplina, os participantes irão analisar as bases teóricas e empíricas das finanças sustentáveis e debater o papel das empresas, do setor público e da sociedade civil na formulação de políticas e estratégias de médio e longo prazos para a sustentabilidade.

Os principais eixos da disciplina são fundamentos de finanças e os dilemas econômicos e corporativos envolvendo a agenda da sustentabilidade; papel de empresas e governos em temas como clima, biodiversidade e agendas sociais.
 Ao final da disciplina, espera-se que os participantes sejam capazes de:

- Compreender melhor os dilemas econômicos da sustentabilidade e construir argumentações robustas para apoiar as decisões estratégicas nas organizações;
- Compreender e dialogar com instrumentos financeiros que alinhados à agenda da transição para a sustentabilidade.

* Data da última atualização em

Negócios envolvem criar valor para clientes e lucro para a empresa, equilibrando inovação e estratégia. Adaptabilidade ao mercado, investimento em tecnologia e foco no cliente são essenciais para manter a competitividade e o crescimento sustentável.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
* Data da última atualização em 10/09/2025

O principal objetivo da disciplina é entender as (im)possibilidades da cultura do consumo - no contexto da produção capitalista de mercadorias - em relação a um planeta, uma sociedade e um modo de viver mais sustentáveis.

Para atingir este objetivo, o curso pretende:
- Apresentar as referências históricas da cultura do consumo a partir das relações entre cultura, consumo e capitalismo;
- Discutir o lugar e a força dos saberes e técnicas que vem moldando a cultura do consumo (public relations, marketing, advertising, branding);
- Apresentar as formas contemporâneas da cultura do consumo;
- Propor teorias explicativas sobre o modo de funcionamento da cultura do consumo;
- Discutir propostas de consumo responsável ou formas socioculturais alternativas à cultura do consumo

* Data da última atualização em

Negócios envolvem criar valor para clientes e lucro para a empresa, equilibrando inovação e estratégia. Adaptabilidade ao mercado, investimento em tecnologia e foco no cliente são essenciais para manter a competitividade e o crescimento sustentável.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
* Data da última atualização em 10/09/2025

Esta disciplina analisa os principais desafios da transição de uma economia intensiva em carbono e vulnerável aos impactos climáticos para uma economia de baixo carbono e resiliente. Parte-se da compreensão da crise climática como um fenômeno complexo e de governança multinível que exige ação coordenada entre governos, empresas e sociedade civil. 
Serão discutidos três grandes eixos temáticos:
i) questões regulatórias e de governança nos âmbitos global e nacional;
ii) o papel das empresas e do Estado na formulação de estratégias de médio e longo prazo;
iii) o planejamento e a argumentação diante da complexidade inerente à tomada de decisões coletivas sobre clima.

A disciplina aborda as principais políticas públicas e iniciativas empresariais em curso, com ênfase nas transformações promovidas pela agenda climática pós-2020, como o Acordo de Paris e o ODS 13. A partir da perspectiva dos riscos climáticos e econômicos, serão analisadas as motivações e fundamentos para a construção de estratégias climáticas em diferentes setores.
Entre os conceitos e instrumentos debatidos estão: governança climática, precificação de carbono, instrumentos econômicos, mitigação e adaptação, gestão de emissões e processos argumentativos voltados à construção de políticas públicas e estratégias corporativas. Os impactos da agenda climática nas políticas públicas e práticas empresariais serão debatidos criticamente, com foco no posicionamento estratégico das empresas nesse contexto.

  • Mario Prestes Monzoni Neto
    Doutor em Administração Pública e Governo pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2005
* Data da última atualização em

O curso conceitua o problema de corrupção na Sociedade, discutindo diversas abordagens: coletiva, individual, histórica e empresarial. Num segundo momento, introduz os principais instrumento de compliance e governança necessários para mitigar a corrupção. Por fim, explora os elementos de governança tais como implementação e sua aplicação em empresas familiares.

  • Marcelo Marinho Aidar
    Marcelo Marinho Aidar
    Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2000
  • Gustavo Andrey de Almeida Lopes Fernandes
    Gustavo Andrey de Almeida Lopes Fernandes
    Doutor em Economia pela Universidade de São Paulo
    desde 2012
* Data da última atualização em

A disciplina tem como objetivo dar continuidade ao Seminário de Pesquisa I, orientando os alunos quanto a decisões e práticas relacionadas a concepção e execução de uma pesquisa acadêmica aplicada. Revisitaremos todas as fases referentes à concepção, planejamento e operacionalização de um projeto de pesquisa de qualidade, com discussões e reflexões constantes sobre desafios e implicações práticas.

  • Andre Pereira de Carvalho
    Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2008
* Data da última atualização em

A disciplina tem como objetivo introduzir os alunos quanto a decisões e práticas relacionadas a concepção e execução de uma pesquisa acadêmica aplicada. Iniciaremos pelas primeiras fases referentes à concepção, planejamento e operacionalização de um projeto de pesquisa de qualidade, com discussões e reflexões constantes sobre desafios e implicações práticas.

  • Andre Pereira de Carvalho
    Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas
    desde 2008
* Data da última atualização em

Negócios envolvem criar valor para clientes e lucro para a empresa, equilibrando inovação e estratégia. Adaptabilidade ao mercado, investimento em tecnologia e foco no cliente são essenciais para manter a competitividade e o crescimento sustentável.

  • Gilberto Sarfati
    Gilberto Sarfati
    Doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo
    Desde 2008
* Data da última atualização em 10/09/2025