Resumo da pesquisa:
- De 2 mil médicos de São Paulo consultados durante a pandemia, quase metade disse não ter praticado nenhuma forma de telemedicina no período
- Entre os profissionais que praticaram a telemedicina, 23% não recebeu remuneração direta pelo atendimento prestado
- 88% dos profissionais não receberam treinamento para exercer a telemedicina, e 28% disse não ter interesse em praticá-la no futuro
- Entre os profissionais que praticaram a telemedicina, 23% não recebeu remuneração direta pelo atendimento prestado
- 88% dos profissionais não receberam treinamento para exercer a telemedicina, e 28% disse não ter interesse em praticá-la no futuro
Pesquisador(es):
José Luiz Gomes Amaral
Antonio Carlos Endrigo
Ana Maria Malik
Alberto José Niituma Ogata
Jorge Corrêa Assumpção Neto
Antonio Carlos Endrigo
Ana Maria Malik
Alberto José Niituma Ogata
Jorge Corrêa Assumpção Neto
Por conta das restrições de circulação, a Covid-19 acelerou a adoção da telemedicina entre os prestadores de serviços de saúde. Apesar disso, a prática encontra desafios como a remuneração dos profissionais. Um em cada quatro médicos consultados em levantamento dos pesquisadores da FGV EAESP Ana Maria Malik e Alberto José Niituma Ogata e colaboradores não recebeu remuneração direta pelo atendimento prestado durante a pandemia.
Os autores se baseiam em questionário realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM) com mais de 2 mil médicos entre 18 de dezembro de 2020 e 18 de janeiro de 2021. O artigo com os resultados está publicado na revista “São Paulo Medical Journal”.
Quase metade dos entrevistados (981 pessoas) disse não ter praticado nenhuma forma de telemedicina no período. A grande maioria dos profissionais (1607) afirmou não ter participado de qualquer atividade educativa sobre o exercício da telemedicina, e quase 28% (574) diz não ter interesse em praticá-la no futuro. Segundo os autores, os números mostram que é necessário investir na capacitação dos profissionais para a utilização adequada dos recursos da telessaúde como forma de diminuir a sobrecarga das consultas presenciais.
Entre os profissionais que praticaram telemedicina no período, 274 não receberam remuneração direta e 225 (23%) disseram ter registrado a mesma remuneração que receberiam por consultas presenciais. Mais da metade dos médicos que exerceram a telemedicina (499) atendeu somente pacientes particulares.
O artigo também relata que a maioria dos entrevistados utilizou recursos digitais para atendimento: 61,6% fizeram uso de plataformas digitais especializadas; 61,4%, de prontuário eletrônico; e 72,6%, de prescrições eletrônicas. Portanto, garantias de proteção de dados dos pacientes também precisam ser consideradas na prática da telemedicina no Brasil.
Confira o artigo na íntegra
Os autores se baseiam em questionário realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM) com mais de 2 mil médicos entre 18 de dezembro de 2020 e 18 de janeiro de 2021. O artigo com os resultados está publicado na revista “São Paulo Medical Journal”.
Quase metade dos entrevistados (981 pessoas) disse não ter praticado nenhuma forma de telemedicina no período. A grande maioria dos profissionais (1607) afirmou não ter participado de qualquer atividade educativa sobre o exercício da telemedicina, e quase 28% (574) diz não ter interesse em praticá-la no futuro. Segundo os autores, os números mostram que é necessário investir na capacitação dos profissionais para a utilização adequada dos recursos da telessaúde como forma de diminuir a sobrecarga das consultas presenciais.
Entre os profissionais que praticaram telemedicina no período, 274 não receberam remuneração direta e 225 (23%) disseram ter registrado a mesma remuneração que receberiam por consultas presenciais. Mais da metade dos médicos que exerceram a telemedicina (499) atendeu somente pacientes particulares.
O artigo também relata que a maioria dos entrevistados utilizou recursos digitais para atendimento: 61,6% fizeram uso de plataformas digitais especializadas; 61,4%, de prontuário eletrônico; e 72,6%, de prescrições eletrônicas. Portanto, garantias de proteção de dados dos pacientes também precisam ser consideradas na prática da telemedicina no Brasil.
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Categorias: Políticas públicas
