Policiamento baseado em evidências pode contribuir para segurança pública racional e eficiente

Resumo da pesquisa:
  • No Brasil, há uma pressão social para que a polícia atue de forma irracional e com uso excessivo de força
  • O policiamento baseado em evidências aplica estratégias como a avaliação de índices criminais e de atividades de inteligência para uma polícia mais eficaz
  • Formação de lideranças, desenvolvimento de tecnologias e criação de redes de relacionamento com universidades também são passos importantes
Pesquisador(es):
Gustavo Matarazzo

Rafael Alcadipani

Alan Fernandes

Maurício de Thomazi
No Brasil, há uma forte pressão social para que a polícia atue como “justiceira”, baseada em sentimento de vingança e no uso de força desmedida. O policiamento com abordagem centrada na racionalidade e na ciência pode mudar esse cenário, aponta artigo com a participação do pesquisador da FGV EAESP Rafael Alcadipani e publicado na revista “Cadernos EBAPE.BR”.

Os autores realizam ensaio teórico retomando debates da literatura internacional sobre segurança pública. O estudo aborda o conceito de policiamento baseado em evidências, em que as tomadas de decisão pública ocorrem por estratégias com frequência ancoradas em sistemas de gestão e de tecnologia de informação para garantir a eficiência das ações.

O artigo apresenta as principais exigências para a implementação do policiamento baseado em evidências. O primeiro passo seria realizar a avaliação de índices criminais e de atividades de inteligência, de forma que também seja possível facilitar a construção de índices de governança, informações que podem contribuir para a reconquista da legitimidade das organizações policiais.

Outros elementos importantes para o processo são a formação de lideranças organizacionais e o desenvolvimento de tecnologias que facilitem a circulação de informações entre as organizações policiais para a tomada de decisões com mínimas chances de erro. Por fim, os autores citam a criação de redes de relacionamento com universidades e centros de pesquisa, permitindo que as organizações policiais aproveitem estudos e análises úteis para seu trabalho.

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