Mulheres ocupam apenas 7% dos cargos de alta hierarquia no mercado financeiro

Resumo da pesquisa:
- Pesquisadoras realizaram questionário com 240 profissionais do mercado financeiro brasileiro para avaliar a desigualdade de gênero no setor

- Mulheres trabalham em média 3 horas a mais por semana do que homens e são minoria nos cargos de mais alto nível hierárquico

- Mudança no mercado passa pelo estímulo à formação de mulheres, recrutamento mais inclusivo e políticas de remuneração menos subjetivas
Pesquisador(es):
Bianca Quirantes Checon

Laura Mendonça Penido Sampaio Gomes

Claudia Emiko Yoshinaga
No mercado financeiro brasileiro, as mulheres trabalham mais e ganham menos do que os homens, de acordo com artigo publicado na revista “GV Executivo”. A jornada semanal média delas é de 60,4 horas, contra 57,8 relatadas pelos homens. Somente nos cargos de sócio e diretor, os mais altos níveis hierárquicos, as mulheres recebem as faixas mais elevadas de remuneração. Porém, entre os participantes da pesquisa, elas são apenas 7% dos ocupantes de cargos mais altos no setor.

O trabalho tem autoria da coordenadora do Centro de Estudos em Finanças (FGVcef) da FGV EAESP Claudia Emiko Yoshinaga, de Bianca Quirantes Checon, pesquisadora do FGVcef e da ex-aluna da FGV Laura Gomes. As pesquisadoras aplicaram questionário online a 240 profissionais que atuam no mercado de finanças, sendo 130 homens e 84 mulheres.

Mulheres no mercado financeiro: estimulo à formação e feminina e iniciativas de inclusão podem aliviar desigualdades


No cargo de analista, uma das portas de entrada para a carreira, a concentração de mulheres e homens é semelhante. Porém, o gênero masculino passa a ser predominante a partir do cargo imediatamente acima, o de associado, persistindo em todas as posições até o nível mais alto da carreira, o de sócio.

Além da disparidade hierárquica, a pesquisa verifica a desigualdade de gênero na participação em diferentes segmentos do mercado financeiro. De doze subáreas mapeadas, a administrativa é a única que conta com mais mulheres do que homens. Para uma mudança nesse cenário, as pesquisadoras apontam algumas medidas necessárias, como o estímulo à formação de mulheres na área de finanças desde o pré-vestibular até a finalização do curso superior, a adoção de práticas de inclusão pelos empregadores, com oferta de vagas especificamente a mulheres, e a transparência nas políticas de remuneração.

Confira mais informações na matéria da FGV Rede de Pesquisa

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