Resumo da pesquisa:
Resultados principais:
- Novo estudo aponta quatro facilitadores e caminhos de inovação para a gestão de resíduos sólidos.
- Estão entre eles a robustez da estrutura política e técnica municipal, colaboração entre governos estatais e federais, educação ambiental e participação social.
- Esses caminhos ajudam a reduzir despesas e emissões de gases de efeito estufa e gerar créditos de carbono.
- A gestão de resíduos sólidos pode reduzir os trade-offs entre economia circular e mudança climática, principalmente em países em desenvolvimento.
Pesquisador(es):
Pesquisador(es):
Michel Xocaira Paes
Jose A. Puppim de Oliveira
Sandro Donnini Mancini
Joan Rieradeval
Michel Xocaira Paes
Jose A. Puppim de Oliveira
Sandro Donnini Mancini
Joan Rieradeval
Cidades brasileiras têm demonstrado sucesso ao promover inovação na gestão de resíduos sólidos, promovendo a economia circular e enfrentando a mudança climática. Isso porque, segundo estudo publicado em dezembro de 2023 na Revista Habitat International, elas desempenham quatro práticas bem sucedidas: 1) estrutura política e técnica para facilitar processos de inovação, 2) colaboração com governos estaduais e federais, 3) implementação de projetos educativos sobre sustentabilidade ambiental e participação pública e 4) criação de políticas públicas voltadas para gestão de resíduos com foco nas potencialidades locais.
O resultado é importante considerando que há muitos desafios para inovar na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (GRSU), como barreiras institucionais e regulatórias, especialmente em países em desenvolvimento, onde baixa capacidade técnica, falta de conscientização ambiental e pouca participação governamental são obstáculos comuns.
Porém, poucos estudos demonstram os caminhos e elementos chave para permitir essa disrupção circular. Para identificar os fatores que impulsionam a inovação na GRSU, os pesquisadores da FGV EAESP Michel Xocaira Paes e Jose A. Puppim de Oliveira em parceria com outros pesquisadores da UNESP e Universidade Autônoma de Barcelona, Sandro Donnini Mancini e Joan Rieradevall, respectivamente, realizaram um estudo em quatro municípios brasileiros.
Foram selecionadas as cidades de Harmonia (RS), Ibertioga (MG), São Paulo (SP) e Carauari (AM) em função das suas boas práticas em gestão municipal de resíduos sólidos e por representarem perfis diversos em termos de perfil socioeconômico, número de habitantes e distribuição geográfica no país. Os pesquisadores buscaram por cidades nas quais são exercidas práticas de gestão de sólidos que a literatura existente na área aponta como capazes de gerar resultados positivos nos efeitos das mudanças climáticas e economia circular. Tendo as regiões selecionadas, foram feitas visitas técnicas e entrevistas com atores políticos e civis dos 4 municípios. As informações foram checadas com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SNIS).
A pesquisa revela que, apesar dos desafios institucionais, tecnológicos, econômicos e culturais, os municípios estudados alcançaram reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa e custos (operacionais e de investimentos) de gestão de resíduos per capita abaixo da média nacional. Quatro elementos apareceram como fundamentais para a Inovação na Gestão de Resíduos Sólidos foram identificados: capacidade técnica e política local; cooperação entre governos estaduais e federais; programas de educação ambiental e participação social; e, por fim, parcerias locais na criação e condução de ações e políticas de gestão de resíduos.
Com base nessas análises, propôs-se a criação de um Fundo Nacional de Créditos de Carbono para a GRSU, coordenado pelo governo federal e envolvendo Estados e Municípios na gestão e alocação de recursos. Essa iniciativa poderia superar desafios como financiamento e articulação entre diferentes níveis de governo, contribuindo para a Economia Circular e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Em suma, este estudo demonstra que a inovação na GRSU não requer grandes investimentos ou tecnologias sofisticadas. Ações como prevenção, compostagem, reciclagem e aproveitamento energético dos metanos gerados pelos aterros sanitários podem trazer benefícios econômicos e ambientais significativos, alinhados com uma visão de desenvolvimento sustentável, mitigação das mudanças climáticas e transição para uma economia circular.
Conheça também outras publicações deste projeto:
1-Manual prático para inovação em gestão dos resíduos sólidos urbanos (FGV CEISA)
https://hdl.handle.net/10438/30762
2- Integrating circular economy in urban Amazon
https://www.nature.com/articles/s42949-021-00031-z
3-Transition to circular economy in Brazil: A look at the municipal solid waste management in the state of São Paulo
https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/MD-09-2018-1053/full/html
4-Circular economy and solid waste management: challenges and opportunities in Brazil
https://link.springer.com/article/10.1007/s43615-021-00031-2
5-Tackling climate change through circular economy in cities
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2022.135126
O resultado é importante considerando que há muitos desafios para inovar na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (GRSU), como barreiras institucionais e regulatórias, especialmente em países em desenvolvimento, onde baixa capacidade técnica, falta de conscientização ambiental e pouca participação governamental são obstáculos comuns.
Porém, poucos estudos demonstram os caminhos e elementos chave para permitir essa disrupção circular. Para identificar os fatores que impulsionam a inovação na GRSU, os pesquisadores da FGV EAESP Michel Xocaira Paes e Jose A. Puppim de Oliveira em parceria com outros pesquisadores da UNESP e Universidade Autônoma de Barcelona, Sandro Donnini Mancini e Joan Rieradevall, respectivamente, realizaram um estudo em quatro municípios brasileiros.
Foram selecionadas as cidades de Harmonia (RS), Ibertioga (MG), São Paulo (SP) e Carauari (AM) em função das suas boas práticas em gestão municipal de resíduos sólidos e por representarem perfis diversos em termos de perfil socioeconômico, número de habitantes e distribuição geográfica no país. Os pesquisadores buscaram por cidades nas quais são exercidas práticas de gestão de sólidos que a literatura existente na área aponta como capazes de gerar resultados positivos nos efeitos das mudanças climáticas e economia circular. Tendo as regiões selecionadas, foram feitas visitas técnicas e entrevistas com atores políticos e civis dos 4 municípios. As informações foram checadas com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SNIS).
Estudo revela práticas eficazes e propõe Fundo Nacional de Créditos de Carbono para gestão sustentável de resíduos sólidos no Brasil
A pesquisa revela que, apesar dos desafios institucionais, tecnológicos, econômicos e culturais, os municípios estudados alcançaram reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa e custos (operacionais e de investimentos) de gestão de resíduos per capita abaixo da média nacional. Quatro elementos apareceram como fundamentais para a Inovação na Gestão de Resíduos Sólidos foram identificados: capacidade técnica e política local; cooperação entre governos estaduais e federais; programas de educação ambiental e participação social; e, por fim, parcerias locais na criação e condução de ações e políticas de gestão de resíduos.
Com base nessas análises, propôs-se a criação de um Fundo Nacional de Créditos de Carbono para a GRSU, coordenado pelo governo federal e envolvendo Estados e Municípios na gestão e alocação de recursos. Essa iniciativa poderia superar desafios como financiamento e articulação entre diferentes níveis de governo, contribuindo para a Economia Circular e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Em suma, este estudo demonstra que a inovação na GRSU não requer grandes investimentos ou tecnologias sofisticadas. Ações como prevenção, compostagem, reciclagem e aproveitamento energético dos metanos gerados pelos aterros sanitários podem trazer benefícios econômicos e ambientais significativos, alinhados com uma visão de desenvolvimento sustentável, mitigação das mudanças climáticas e transição para uma economia circular.
Conheça também outras publicações deste projeto:
1-Manual prático para inovação em gestão dos resíduos sólidos urbanos (FGV CEISA)
https://hdl.handle.net/10438/30762
2- Integrating circular economy in urban Amazon
https://www.nature.com/articles/s42949-021-00031-z
3-Transition to circular economy in Brazil: A look at the municipal solid waste management in the state of São Paulo
https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/MD-09-2018-1053/full/html
4-Circular economy and solid waste management: challenges and opportunities in Brazil
https://link.springer.com/article/10.1007/s43615-021-00031-2
5-Tackling climate change through circular economy in cities
https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2022.135126
Categorias: Administração pública
