Resumo da pesquisa:
- Artigo mede nível de disclosure ambiental, ou divulgação voluntária de informações não financeiras, em empresas que pertencem ou não a setores ambientalmente sensíveis
- Empresas não poluidoras estão associadas à adesão ao Índice de Sustentabilidade Empresarial e têm postura proativa na divulgação de informações
- Empresas potencialmente poluidoras divulgam informações mediante postura defensiva para mitigação de danos socioambientais já ocorridos
- Empresas não poluidoras estão associadas à adesão ao Índice de Sustentabilidade Empresarial e têm postura proativa na divulgação de informações
- Empresas potencialmente poluidoras divulgam informações mediante postura defensiva para mitigação de danos socioambientais já ocorridos
Pesquisador(es):
Maisa de Souza Ribeiro
Edilene Santana Santos
Mariana Simões Ferraz do Amaral Fregonesi
Lucelma Maria dos Santos Cunha
Edilene Santana Santos
Mariana Simões Ferraz do Amaral Fregonesi
Lucelma Maria dos Santos Cunha
Empresas de setores não poluidores apresentam maior postura proativa para a implementação de práticas sustentáveis. Já empresas potencialmente poluidoras têm mais afinidade com a postura reativa, pois o compartilhamento de informações é realizado para mitigação de danos. A conclusão é de artigo que mede o nível de disclosure ambiental das empresas, ou seja, a divulgação voluntária de informações não financeiras, realizada principalmente em áreas como meio ambiente, gênero e direitos humanos. Com participação da pesquisadora da FGV EAESP Edilene Santana Santos, o trabalho está publicado na “Revista de Administração de Empresas” (RAE).
São analisadas as 107 empresas brasileiras não financeiras avaliadas pelo Environmental Disclosure Score (EDS) entre 2010 e 2018. O EDS compõe o índice da Bloomberg que avalia o desempenho ESG das empresas a partir do grau de divulgação de informações sobre gestão ambiental.
Os dados são confrontados com duas variáveis principais: a participação da empresa no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), medido pela bolsa de valores brasileira (B3), e a materialidade das provisões ambientais, número mensurado pela relação entre o balanço patrimonial da empresa e a obrigação ambiental reconhecida pela empresa em um mesmo ano. Os autores também avaliam se as empresas pertencem ou não a setores ambientalmente sensíveis, como mineração, óleo e gás – estas representam 43% das observações.
Como resultado, o artigo associa significativamente as empresas não poluidoras à adesão ao ISE, o que representa uma postura proativa da organização. Tal estratégia encontra respaldo na teoria da imagem ou reputação, em que a divulgação é um elemento de interação com a sociedade e cria valor para empresa, conforme ressaltam os autores.
Já empresas potencialmente poluidoras aparecem mais associadas à variável das provisões ambientais. Elas apresentam postura reativa ou defensiva, agindo em resposta a problemas socioambientais para reverter a percepção negativa do público, como prevê a teoria da legitimação. Desta forma, aponta o artigo, teorias antagônicas explicam contextos distintos de disclosure ambiental.
Confira o artigo na íntegra
São analisadas as 107 empresas brasileiras não financeiras avaliadas pelo Environmental Disclosure Score (EDS) entre 2010 e 2018. O EDS compõe o índice da Bloomberg que avalia o desempenho ESG das empresas a partir do grau de divulgação de informações sobre gestão ambiental.
Os dados são confrontados com duas variáveis principais: a participação da empresa no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), medido pela bolsa de valores brasileira (B3), e a materialidade das provisões ambientais, número mensurado pela relação entre o balanço patrimonial da empresa e a obrigação ambiental reconhecida pela empresa em um mesmo ano. Os autores também avaliam se as empresas pertencem ou não a setores ambientalmente sensíveis, como mineração, óleo e gás – estas representam 43% das observações.
Como resultado, o artigo associa significativamente as empresas não poluidoras à adesão ao ISE, o que representa uma postura proativa da organização. Tal estratégia encontra respaldo na teoria da imagem ou reputação, em que a divulgação é um elemento de interação com a sociedade e cria valor para empresa, conforme ressaltam os autores.
Já empresas potencialmente poluidoras aparecem mais associadas à variável das provisões ambientais. Elas apresentam postura reativa ou defensiva, agindo em resposta a problemas socioambientais para reverter a percepção negativa do público, como prevê a teoria da legitimação. Desta forma, aponta o artigo, teorias antagônicas explicam contextos distintos de disclosure ambiental.
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Categorias: Sustentabilidade
