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Gerações FGV | Uma família bem FGVniana

15.08.2023
Silvio Pires de Paula e seus netos João Pedro, André, Eduardo, Luís, Alice e Francisco

Conheça a história de três gerações de FGVnianos e as diferentes fases da FGV. Pai, filho e netos contam sua ligação com a escola 

Por Iamara Caroline - Alumni FGV EAESP

Em homenagem ao Dia dos Pais, o Alumni FGV EAESP teve o prazer de entrevistar Silvio Pires de Paula, seu filho Pedro de Paula e os netos Alice Prado e Eduardo Prado. Além do sangue, a família compartilha a vivência em uma família estendida: a FGV. As três gerações passaram pela escola, sendo três administradores de empresas e uma economista. Eles compartilharam suas trajetórias, impressões sobre a escola e também a admiração mútua nutrida no seio familiar. 

O pai, o avô e o FGVniano

Silvio Pires de Paula, 80 anos, é o patriarca. Nascido em Salto Grande, no interior de São Paulo, é filho de professores e apaixonado pelo conhecimento. Entrou na Escola de Administração de Empresas (FGV EAESP) em 1964. “A escola existia há apenas 10 anos e alguém me falou que seria uma boa opção. E ao mesmo tempo fiz a ESP (futura ESPM) de noite, mas era um curso bem mais fácil que a GV, que exigia bastante”.  A princípio atuou como entrevistador freelancer para grandes empresas e fundou em 1967 a Demanda - pioneira em pesquisas de mercado, reconhecida nacional e internacionalmente, na qual segue como Presidente.   

Casado, pai de quatro filhos e avô de sete netos, o FGVniano lembra com muito carinho da escola, com a qual mantém estreita relação até os dias atuais. Foi também professor e vice-presidente da associação dos ex-alunos durante os anos 80 e através deste aceite, foi convidado para o cargo conselheiro do CRA-SP, chegando posteriormente ao cargo de vice-presidente administrativo do órgão. Atualmente Silvio é conselheiro no CFA e ouvidor do sistema CRA-CFA. 


O Presidente da Demanda,
Silvio Pires de Paula e sua esposa
Ana Maria Porto.   
                             

“Então... tem sim essa ligação. Os professores, antigos alunos, é um grupo que tem entre 70 e 80 anos”, se referindo aos longos almoços realizados a cada dois meses com cerca de 15 ex-alunos, vinho e muita conversa. “São histórias de vida muito interessantes, né? Todos gostamos muito da GV. Temos uma ligação bastante grande”.

Entre tantas facetas, está a de escritor. Até o momento participou de seis obras e é referência no setor com o livro “Histórias Vivas da Pesquisa do Mercado – Como Manter Ativa uma Marca por mais de 50 anos”. O exemplar possui escrita fluída, prendendo o leitor com sagacidade e riqueza de detalhes. Reflexo da mente observadora e brilhante do autor. 

Entre as várias lembranças, deixa uma sugestão aos mais novos: “[...] nós fretamos um navio e fizemos um GV a bordo [...]”, fazendo referência ao   evento em que mais de 400 alunos da FGV e acompanhantes embarcaram em um navio. Entre as atividades estavam homenagens, festas e muita  diversão. 

Silvio também tem orgulho do primeiro lugar da FGV entre as escolas de administração e destaca a facilidade, até os dias atuais, dos alunos e ex-alunos ingressarem no mercado de trabalho em bons cargos e boas empresas. Sobre seu tempo comenta: “[...] fiquei encantado [...] era um lar. Professores americanos falavam português com sotaque, né? Usando muitas palavras em inglês”. Atualmente a FGV percorre o caminho inverso, com a internacionalização e aulas ministradas em inglês. 

Um filho inspirado pelo pai 


Silvio com seu filho, o administrador
Pedro de Paula. 

Seu filho caçula, Pedro de Paula, 40 anos, é vice-presidente sênior da Kavak e pai da Carolina de 2 anos. Ele recebeu o diploma na formatura do curso de CGAE das mãos do pai. Um momento de muita emoção para ambos.

Para Pedro o perfil do FGVniano mudou desde sua formatura em 2005. “Um aluno mais fazedor, mais humilde, mais esperto, mais aberto, com mais interesse de olhar e mais diverso”.Por contratar vários estagiários e recém-formados, considera que o perfil dos FGVnianos mudou para melhor. Sobre sua carreira, ele a divide em dois momentos muito claros. Os primeiros anos, considerados por ele como old school, essa primeira metade da carreira me define como um financista”. Nesse período ele trabalhou em bancos de investimentos, com fusões, aquisições em bancos como o Santander e Credit Suisse. Decidiu mudar de carreira após um MBA no Insead (Instituto Europeu de Administração de Empresas), entrando no mundo das startups e tecnologia. 

Após alguns anos no Mercado Livre, Pedro entrou na Kavak, onde é vice-presidente sênior. A empresa faz compra e venda de carrosseminovos. “Eu lidero, na verdade, a unidade de serviços financeiros que faz financiamento, seguros, consórcios, entre outros”.Pedro confessa a admiração pela carreira empreendedora do pai, “também me influenciou bastante [...] eu acho que em algum momento, sim, esse bichinho da FGV me picou”

Uma neta economista na família

Alice Prado e seu avô Silvio Pires de Paula
A Economista Alice Prado, em sua
formatura ​​​​​​ao lado do irmão, Eduardo Prado.  

 

Alice Prado, 23 anos, é formada em economia pela EESP e trabalha atualmente no Banco Mundial, na área de investimentos (IFC). Ela iniciou a terceira geração de FGVnianos da família. “A escolha para entrar em economia foi inspirada pelo meu tio, Pedro, que trabalhava no mercado financeiro na época, e era algo que eu tinha interesse em fazer. Eu acho que, particularmente por ser difícil, que eu quis prestar economia na FGV e não em outras faculdades. Eu gosto do desafio”. A jovem também estudou em um sanduiche de seis meses na Sorbonne na França, oportunidade assegurada também pela FGV. 

Na trajetória da Alice pela instituição, ela destaca a intensidade, devido à alta carga exigida. “Eu aprendi muito, principalmente nos primeiros anos com o PBL. Tive alguns anos de aula remota com o Covid, que foram um esquema diferente por ser online.”
Alice destaca também as diferenças de gênero em seu curso, “[...] foi bem chocante, porque tinha uns 60 homens para 10 mulheres, não esperava. Isso faz parte do curso de economia, mas não estava acostumada”.

Em família fazem muitas festas. Alice também destaca que gostam de ir a restaurantes e conversar, às vezes até cozinhar juntos.

Um administrador apaixonado pela gastronomia

Silvio e seu neto Eduardo Prado
  Eduardo Prado é um dos sete netos de Silvio.O FGVniano é
   vice-campeão do reality show MasterChef Brasil 2021.
   Ele produziu 1000 doces para os 80 anos do avô.

Entre os entrevistados, Eduardo Prado é o mais jovem, com 21 anos. No 7º semestre do curso de administração de empresas. Ele também participou do MasterChef Júnior 2015 e foi vice-campeão do MasterChef Brasil 2021. O neto participou pessoalmente da preparação dos 80 anos de vida do avô, Silvio. Entre as homenagens o jovem fez 1000 doces para comemorar. 

Durante a entrevista Silvio brinca - “Ele aprendeu a cozinhar comigo”. Eduardo sorri e rebate: “Estou aprendendo a administrar com o senhor”. Sobre o futuro, o jovem FGVniano espera aliar os conhecimentos adquiridos na escola com sua paixão - a gastronomia. 

Silvio é um avô coruja e conta detalhes não mencionados pelos netos. “Vocês sabem como é difícil conquistar um quadro de honra e ele conseguiu dois”, fazendo referência a Eduardo, destacando sua dedicação. “Não pensa só em cozinha, ele pensa em fazer certo, o que tem que ser feito, né?”.

Quando perguntado sobre a origem do dom na cozinha, o jovem conta um pouco sobre a formação dos pais. Eduardo e Alice são filhos do Engenheiro e Artista Plástico, Gilberto Prado e da Arquiteta, Gabriela Prado, também COO junto ao pai Silvio, na Demanda. No casal de doutores, ela é PhD pela Unicamp e ele pela Sorbonne.

Eduardo descreve sua presença na cozinha durante a infância como “mais atrapalhando do que ajudando”. Sobre a relação do sobrinho com os pais, seu tio Pedro destaca o quanto a irmã Gabriela e o cunhado são aplicados e como os filhos herdaram esse lado. A conquista de estar entre os finalistas do reality show é creditada pela família a esse lado determinado do jovem. 

Sobre a qualidade do ensino, Eduardo destaca que não era somente propaganda feita pelos familiares, “um curso muito robusto, os professores, um networking excelente, tanto na vida pessoal quanto profissional”. Ele enfatiza o quanto os alunos são observados pelos colegas. Apenas pela sua dedicação ao curso ele recebeu algumas propostas, sendo indicado para estágios. 

Todo começo de semestre Eduardo pergunta se terá aula com algum conhecido do avô. O aluno adora conhecer pessoas novas e está construindo uma rede onde seus contatos se misturam com amigos e conhecidos da família. “Estudando aqui na mesma faculdade, essa rede se expande não somente com os alunos, mas também com os professores. E eu acho que isso é muito interessante, você começa a construir uma rede completa. Uma rede 360º dentro da faculdade”.

Ainda sobre contatos, Silvio destaca a proximidade do neto com os ex-jurados do programa Master Chef. Até hoje ele mantém contato com eles, em especial o chefe Érick Jacquin. “Virou como se fosse um padrinho na área da gastronomia. Então estou sempre no restaurante dele, curtindo com ele [...] é muito gostoso, muito bom”.

Uma vez FGVniano, sempre FGVniano

Para Silvio, “a gente se sente pertencendo a uma grande família”. E esse é o pensamento de todos. Para Eduardo é também uma grande família e para Pedro uma espécie de confraria. Eles sempre encontram FGVnianos em diversos locais e o elo em comum é um grande facilitador de negócios. Alice fica muito feliz por saber que sua família pode ter a experiência de uma família FGVniana. 

Entre si compartilham vivências, transformações entre as gerações e encontram professores em comum.  Pedro lembra com detalhes do seu trote universitário, do medo e também do orgulho de ter FGV escrito pelo corpo dentro do metrô. “Foi o churrasco dos bichos”. Experiência compartilhada também por Silvio em seu primeiro dia na escola. Não gostou muito de participar do trote, mas em sala de aula se descreve como “encantado”. 

Já Alice e Eduardo cursaram a graduação na pandemia, vivenciando parcialmente o ensino online. Nessa época Eduardo chegou a trancar o curso e retomar, visando o ensino presencial. Em família compartilham a grade do curso e observam a grande adaptação da FGV, sempre na dianteira. “Quando se trata do futuro, a GV está discutindo o assunto”, Silvio destaca o ESG, trabalhado pela escola há muitos anos, apesar de ser um assunto com maior debate mundial nos últimos 3 anos. 
 
Eduardo está animado com a mudança para o prédio novo, em estágio de finalização. “Antes os professores vinham lá de fora e davam aula em português. Hoje eles vêm de fora e dão aula em inglês”. Para eles o segredo da liderança da escola está na constante revisão, inserindo temas novos e atuais. 

Todos eles participaram de forma ativa da escola, em entidades e recomendam essa vivência. Pedro resume como se sente ao encontrar outros FGVnianos, em especial os sobrinhos: “Quando eu encontro o Eduardo nas festas da família, por dentro eu estou falando: eu sei o que você está vivendo lá. E com a Alice o mesmo. Tem esse carinho especial, essa sensação de pertencer a um grupo que é parecido com você de alguma forma e que viveu experiências parecidas”. 

Eduardo compartilha um desejo, “espero levar esses contatos para frente, assim como meu vô está levando. A cada 2 meses eles se encontram”. Pelo visto a família FGV vai seguir crescendo por várias gerações, fazendo valer o lema do Alumni: Conexões para Sempre

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