- Empresa se consolidou como uma organização ambidestra, pois concilia inovação nas operações já existentes e incorpora novos modelos de negócios
- Em estudo de caso, autores apontam para a importância de ponderar riscos e oportunidades na tomada de decisão sobre rumos dos negócios
Em publicação na seção de Estudos de Casos & Ensino da revista “Cadernos EBAPE.BR”, os pesquisadores da FGV EAESP Danilo Soares-Silva, Luiz Carlos Di Serio e Rodolfo Modrigais Strauss Nunes expõem o dilema da diretoria e do conselho de administração do Grupo Fleury, a empresa analisada. A partir de 2014, a organização precisou avaliar novos rumos devido à crise provocada pelo aumento da taxa de desemprego no país, visto que 70% dos planos privados de saúde são concedidos por empresas a funcionários. Com a diminuição de beneficiários dos planos, o número de clientes nos serviços de diagnóstico privados tende a diminuir.
Na ocasião, a empresa somava oito mil colaboradores e dois mil médicos. A análise de caso sugerida pelos autores indica a importância de ponderar riscos e oportunidades na tomada de decisão. O principal desafio das organizações ambidestras, segundo os autores, é manter um fluxo de informação entre o mercado principal e o novo mercado de forma a trazer melhoria aos produtos existentes e conquistar crescimento sustentável. Este crescimento se consolida com a chegada dos serviços prestados a clientes ainda não atendidos ou insatisfeitos com a concorrência.
O mercado da medicina diagnóstica no Brasil possui quatro grandes grupos que se destacam. No caso do Grupo Fleury, a vantagem competitiva sustentável pode ser verificada em capacidades como a de aquisição de empresas do setor, reputação e valor da marca, cultura proativa para inovação, serviços de alto valor agregado e processos automatizados.
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