Comitiva do FGVces, Governo Federal e PNUMA percorrem cinco cidades para explorar as características e conhecer os desafios da prática de agricultura urbana e periurbana no Brasil

Ao longo de aproximadamente um ano, uma comitiva formada pela equipe de pesquisa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, por representantes TEEB Agricultura & Alimentos do Programa das Nações Unidades para o Meio Ambiente (PNUMA) e por membros dos Ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) percorreram cinco cidades do Brasil para conhecer iniciativas de agricultura urbana e periurbana. Natal (RN), Mogi das Cruzes (SP), Maringá (PR), Manaus (AM) e Brasília (DF) foram os locais visitados, e em todos os eles, as cidades do entorno também foram contempladas nas atividades.  

Durante essas aproximações, o grupo buscou entender, por meio de observações e entrevistas com pessoas envolvidas na atividade de agricultura urbana e periurbana (AUP), quais são as características, necessidades e desafios da prática.

Incorporada ao trabalho de pesquisa, essa apuração já gerou aprendizados, embasou análises e dará suporte a todos os resultados e recomendações gerados pelo projeto “Agendas municipais de agricultura urbana e periurbana” (leia mais aqui), realizado pelo FGVces em parceria com o TEEB Agricultura & Alimentos, vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)).

As caravanas, como também são chamadas essas abordagens nos territórios, também integram uma estratégia de incidência política. “Realizamos reuniões estratégicas com o poder público municipal e com organizações da sociedade civil, e essas ações contribuem com o fortalecimento da agenda”, conta Jéssica Chryssafidis, gestora de projetos do FGVces.

Em Manaus, por exemplo, a equipe se reuniu com representantes das Secretarias do Estado do Amazonas, das Prefeituras de Manaus e Iranduba e de diferentes movimentos e organizações da sociedade civil. Para citar alguns, participaram Casa do Rio, Rede Biribá de Economia Solidária, Escola Floresta/MUSA, Prefeitura de Iranduba (Secretarias de Produção Rural e Meio Ambiente), Embrapa Amazônia Ocidental, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado Amazonas – FETAGRI e o Departamento de Políticas de Assistência Farmacêutica do Amazonas (DPAF/SES-AM).

Em Natal, além de visitar o quintal produtivo Ahorta Viveiro Afetivo e Sensorial, que comercializa flores comestíveis para restaurantes e recebe visitas de caráter pedagógico, a caravana também visitou a horta comunitária LabNutrir, da Escola de Nutrição na Universidade do Rio Grande do Norte. No período da tarde, a reunião de articulação institucional contou com a presença da Sra. Iris Maria de Oliveira, da Secretária de Estado de Trabalho, Habitação e Assistência Social do Rio Grande do Norte, Sra. Divaneide Basílio, então vereadora do município de Natal e atual Deputada Estadual do Rio Grande do Norte, Prefeituras de Macaíba, São José do Mipibu, Bom Jesus, Ielmo Marinho, Extremoz, Nísia Floresta e Vera Cruz, além de diversos representantes de movimentos sociais como a rede Xique-Xique, o Horto Florestal Parque das Serras e a Comunidade Agroecológica das Formigas.

Já em Maringá, para citar outro caso, foram convidadas para as reuniões as prefeituras de Maringá, Sarandi, Cambé, Londrina, Marialva, Mandaguari, Mandaguaçu, Astorga, Guarapuava, Paiçandu e Paranavaí, além de representantes do Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maringá, Universidade Federal do Oeste do Paraná (Unioeste), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR –equipes regionais e locais), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (SEAB) e Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (AMUSEP).

Assim como nas visitas às hortas e canteiros, as reuniões também têm aportado ao projeto referências de boas práticas, evidências sobre as os benefícios da AUP e caminhos que podem ser trilhados para contribuir com o fortalecimento e a expansão da agenda. Os encontros também são importantes para apresentar o projeto e divulgar o documento “Agendas municipais de agricultura urbana e periurbana: um guia para inserir a agricultura nos processos de planejamento urbano”, que responde a uma demanda de municípios brasileiros por orientações e instrumentos para multiplicar e institucionalizar iniciativas, programas e ações de AUP (leia mais aqui).

 

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