VOTO A VOTO | A crise do Supremo não acaba com as urnas
Thiago Fonseca, em artigo na Folha de S.Paulo, discute por que, em sua análise, a crise em torno do STF não deve terminar com as urnas e aborda os limites das propostas de reforma do Judiciário.
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal não deve terminar com as eleições, argumenta Thiago Fonseca. Esse é o ponto de partida da nova coluna da série Voto a Voto, parceria entre a Folha de S.Paulo e o Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas (FGV Cepesp).
No artigo “A crise do Supremo não acaba com as urnas”, Thiago Fonseca, professor da FGV RI, pesquisador do FGV Cepesp e doutor em Ciência Política pela USP, analisa o debate em torno do papel do Judiciário e das propostas para limitar seus poderes.
O pesquisador chama atenção para um aspecto central: cortes constitucionais também atuam estrategicamente. Ao tomar decisões, seus integrantes consideram não apenas suas preferências, mas também as possíveis reações de outros atores políticos e da sociedade.
Nesse contexto, mudanças institucionais podem alterar a forma como o Supremo atua, mas não eliminam os conflitos que envolvem o Judiciário. O artigo também discute os custos e as dificuldades de implementar reformas e argumenta que a crise pode mudar de forma sem necessariamente desaparecer.
A coluna integra a série Voto a Voto, que reúne análises de pesquisadores do Cepesp sobre instituições, eleições e política brasileira.
