VOTO A VOTO | Bruno Pantaleão. Nova coluna analisa relações entre crime organizado, território e política eleitoral
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Bruno Pantaleão discute como grupos criminosos podem transformar controle territorial em influência política e eleitoral.
Como o domínio territorial exercido por milícias e facções pode interferir nas eleições?
Na nova Voto a Voto, publicada pela Folha de S.Paulo em parceria com o Cepesp, Bruno Pantaleão, pesquisador associado do Centro, aborda as relações entre crime organizado, partidos políticos e disputas eleitorais.
O texto retoma pesquisa realizada por Pantaleão e Isabella Montini sobre padrões de votação em territórios controlados por milícias no Rio de Janeiro. Segundo o estudo, a concentração de votos aumenta significativamente nessas áreas, indicando como o controle territorial pode se converter em influência eleitoral.
A análise também reúne evidências de outras pesquisas sobre as relações entre organizações criminosas, candidatos e agentes políticos. Entre os aspectos discutidos estão o apoio eleitoral em troca de proteção, o acesso privilegiado de campanhas a determinados territórios e a presença de políticos vinculados a milícias e facções em partidos políticos.
Ao relacionar essas evidências, o artigo chama atenção para as conexões entre território, violência, representação política e funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.
O artigo “Crime organizado e bancada da bala se abrigam nos mesmos partidos” integra a série Voto a Voto, parceria entre o Cepesp e a Folha de S.Paulo para analisar as eleições de 2026 a partir de dados e pesquisas.
