Rede MTI no XV EcoEco em Santarém

Oficina com mulheres das bacias do Tapajós e Amazonas discute impactos sobre corpos e territórios a partir da relação entre proteção territorial e saúde. Sessão temática com organizações de base aborda as mudanças climáticas e o mercado de carbono em territórios coletivos da Amazônia à luz da justiça climática

Entre os dias 07 e 11 de novembro de 2023, em Santarém (PA), foi realizado o  XV Encontro Nacional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO) na Universidade Federal do Oeste do Pará. Com o tema “Economia da Sociobiodiversidade na Amazônia”, o evento reuniu público amplo, composto por pesquisadores(as), representantes de organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias. 

Na ocasião, a Rede de Monitoramento Territorial Independente (Rede MTI) –  articulação de organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e lideranças de base coordenada desde 2020 pelo FGVces – , promoveu dois espaços de discussão, em parceria com o Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão Socioeconômica da Amazônia (GEPESA) vinculado ao Instituto de Ciências da Sociedade (ICS) da UFOPA. 

No dia 08/11, pesquisadoras do Programa de Desenvolvimento Local do FGVces facilitaram a oficina “Mulheres, corpo e território”, que reuniu lideranças indígenas, quilombolas, pescadoras, ribeirinhas e da agricultura familiar, da região da Bacia do Rio Tapajós e da Bacia do Rio Amazonas, com o objetivo de debater e mapear diferentes tipos de impactos e pressões que atingem seus territórios e fragilizam a saúde de seus corpos, famílias e comunidades. Entre outros vetores de impactos, foram citados o garimpo ilegal, empreendimentos minerários, avanço da fronteira do agronegócio, aumento do uso de agrotóxicos, invasões dos territórios, incêndios ilegais, desmatamento e roubo de madeira, que têm como decorrência o adoecimento físico e psicológico de comunidades, o aumento da violência, em específico contra as mulheres, e aumento da sensação de insegurança. Apesar dos desafios, as mulheres presentes também compartilharam entre si perspectivas para o futuro sobre o que as fortalece em face do referido cenário. 

Já no dia 09/11, a Rede MTI coordenou a mesa “Justiça Climática e Descarbonização: Alertas dos povos amazônicos”, em busca de promover um espaço de trocas de experiências entre organizações da sociedade civil atuantes na região com as temáticas em questão. Com mediação de Kena Chaves, pesquisadora do FGVces, representantes do Movimento Tapajós Vivo e da organização Sapopema, do município de Santarém (PA), compartilharam preocupações e alertas em face do aquecimento do mercado de créditos de carbono em contexto de territórios coletivos da Amazônia, bem como impactos das mudanças climáticas no cotidiano de comunidades pescadores da Bacia do Tapajós. 

Ambas as atividades buscaram desdobrar e aprofundar debates e pesquisas já iniciados no âmbito da Rede MTI, e que seguirão em andamento ao longo do primeiro semestre de 2024. 

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