Mestrado Profissional em Gestão de Saúde comemora 10 anos e projeta novos caminhos para o setor

Evento reuniu diferentes turmas do programa e celebrou o impacto construído ao longo da última década 

 

Como se constrói uma comunidade? Para a linha de Gestão de Saúde do Mestrado Profissional em Gestão para a Competitividade (MPGC) da FGV EAESP, a resposta passa por pessoas. Pessoas competentes, comprometidas e que, ao longo do tempo, transformaram salas de aula em espaços de troca, aprendizado e amizade.  

Ao completar uma década, o programa já deixa suas marcas. São mais de 130 Trabalhos Aplicados desenvolvidos por alunos, muitos deles voltados a desafios reais do setor. Entre os temas mais frequentes estão gestão da saúde, saúde suplementar, segurança do paciente, gestão hospitalar e o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Mais do que números, esses trabalhos refletem o DNA do curso. Um programa que combina forte foco em serviços, liderança na área de saúde suplementar, busca por excelência hospitalar e qualidade assistencial. Ao mesmo tempo, adota uma abordagem plural, que integra métodos qualitativos e quantitativos e promove o diálogo entre os setores público e privado. 

Mesa de abertura 

Na abertura do evento, lideranças acadêmicas destacaram a relevância do programa para a escola e para o país. Segundo o vice-diretor da FGV EAESP, Tales Andreassi, o impacto do mestrado vai muito além da formação acadêmica. "O MPGC é de um valor inestimável. São centenas de trabalhos qualificados que contribuem para o desenvolvimento do Brasil, que é justamente a missão da FGV". Ele também agradeceu à professora Ana Maria Malik pelo esforço e dedicação ao longo desses dez anos, destacando o papel do programa tanto como indicador de qualidade acadêmica quanto pelo seu impacto social e prático. 

Gilberto Sarfati, coordenador do Mestrado Profissional em Gestão para a Competitividade, ressaltou o orgulho pela trajetória construída. "É impressionante ver a qualidade dos trabalhos e o impacto que eles têm no setor de saúde. Algo que começou como um sonho deixou um rastro real de transformação. Quando pensamos nos próximos dez anos, a pergunta é: qual será o impacto que ainda vamos gerar?"  

Para Adriano Massuda, coordenador do FGV Saúde e professor do programa, a iniciativa também representa um espaço único de reflexão sobre o sistema de saúde. "A FGV construiu um ambiente importante para pensar a estrutura e a gestão dos serviços de saúde. Essa combinação entre público e privado exige capacidade de articulação, e esse diálogo é fundamental". 

Já o professor Evandro Felix, que assumirá a coordenação do programa, destacou os valores que consolidaram o MPGC Saúde ao longo da década. "Compromisso, excelência, inovação e impacto. O programa se consolidou como um espaço de soluções concretas, pensamento crítico e formação de lideranças que atuam com ética". 

Evandro também fez questão de reconhecer a trajetória da professora Ana Maria Malik. Segundo ele, o legado da docente vai além da coordenação acadêmica. "A Ana contribuiu para a formação profissional e também para o caráter de muitas pessoas que passaram por aqui. O programa nasceu, cresceu e se desenvolveu com ela, graças à sua capacidade acadêmica, sensibilidade humana e compromisso institucional". 

Temas que apontam para o futuro 

Antes do encontro, os professores perguntaram aos alunos quais temas gostariam de discutir durante a comemoração. Três assuntos apareceram com mais força: inteligência artificial na saúde, o futuro da gestão em saúde e gestão de carreira para profissionais do setor. 

A professora Laura Schiesari ficou responsável por conduzir a conversa sobre carreiras. Em sua apresentação, destacou que o mundo do trabalho vive um momento de transição acelerada. Segundo ela, muitos profissionais foram formados para um contexto que já não existe mais. Nesse cenário, competências como antifragilidade e capacidade de adaptação tornam-se cada vez mais relevantes, assim como a chamada saúde social das organizações. 

 

Inteligência artificial e os novos desafios da saúde 

O encontro também reuniu alunos e professores em uma mesa intitulada "Inteligência Artificial em Saúde: possibilidades, obstáculos, limites e oportunidades". Sob a moderação do professor Alberto Ogata, o debate trouxe diferentes perspectivas sobre o tema. 

Luciana Portilho, do Cetic Saúde, apresentou um panorama sobre a evolução da tecnologia no setor e discutiu como chegamos ao momento atual. Em seguida, Alexandre Chiavegatto, da Faculdade de Saúde Pública da USP, explorou as diversas possibilidades de aplicação da inteligência artificial na área da saúde, desde análises preditivas até o apoio à tomada de decisão clínica e de gestão. 

Encerrando a mesa, Lara Rocha, professora do Mackenzie, trouxe a dimensão jurídica da inovação. Em sua fala, abordou os limites regulatórios da tecnologia e as questões éticas envolvidas no uso de inteligência artificial no cuidado em saúde. 

 

Uma despedida e novos ciclos 

O evento também marcou um momento simbólico para o programa: a despedida da professora Ana Maria Malik da coordenação da linha. Ao longo dos anos, Ana teve papel central na construção do Centro de Estudos FGV Saúde e no desenvolvimento do próprio MPGC Saúde, tornando-se uma das principais referências na área de gestão em saúde e saúde suplementar no Brasil.  

Entre homenagens, reencontros e conversas que atravessaram gerações de alunos, o encontro terminou com um clima de celebração e pertencimento. Ao se dirigir aos participantes, Ana deixou uma mensagem que resume o espírito do programa: "O nosso olhar humano para o outro é o que faz a diferença. Sei que cada um de vocês é extremamente competente e crítico. Mas o valor que criamos está em ouvir o outro e em ajudar o outro". 

Uma ideia simples, mas que ajuda a explicar por que, dez anos depois, o MPGC Saúde se consolidou não apenas como um programa acadêmico, mas como uma verdadeira comunidade. 

 

Saiba mais sobre o MPGC Saúde e junte-se a essa comunidade.

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