Imersões: conheça o grande diferencial do curso de Administração Pública da FGV
Basta uma conversa rápida com os egressos de Administração Pública da FGV para descobrir o que significam as imersões: elas são o grande diferencial do curso.
Consegue imaginar o que é, como estudante, poder acompanhar in loco uma semana da vida de um prefeito do interior, tipo ser um "prefeito sombra"? Ou ter a oportunidade de passar esse mesmo tempo dentro de um ministério do governo federal entendendo em minúcias alguma política específica? Ou, por fim, ficar uma temporada em um outro país com perfil socioeconômico similar ao do Brasil para estudar o enfrentamento de problemas como pobreza e desigualdade social?
"É um momento de aprendizagem em que os estudantes conseguem observar como as tomadas de decisão são feitas, como as políticas são implementadas e, no caso da imersão loca, têm a oportunidade de até oferecer soluções a municípios ou Estados", explica André Guzzi, vice-coordenador das Imersões e Conexões.
Pois tudo isso faz parte do nosso currículo. Durante os oito semestres da graduação, os estudantes de AP realizam três imersões.
Imersão Federal
Acontece no 3º semestre. Em grupos, os estudantes vão a Brasília conhecer a competência e o funcionamento de órgãos públicos federais, como um ministério ou uma agência regulatória. A imersão compreende entender o ciclo das políticas públicas (criação, implementação e resultados) e os desafios e possibilidades de avanço das políticas/programas estudados. Antes da ida, cada grupo se debruça sobre as particularidades do órgão em que estará alocado. Ao fim da semana de imersão, é feita uma banca em que os estudantes apresentam os aprendizados e achados daquela experiência.
Imersão Local
A imersão local, realizada no 4º semestre, possibilita que os alunos experienciem o conteúdo teórico voltado à gestão local. Em sala de aula, as disciplinas abordam temas como governança urbana, cidades digitais e gestão de pessoas e organizações públicas. No campo, os alunos são encaminhados para pequenos e médios municípios do Brasil para entender o cotidiano de governos municipais.
A turma é dividida em grupos e cada grupo parte para um município para investigar, analisar e formular propostas relacionadas com políticas públicas em diferentes áreas. Na cidade, cada grupo é dividido em duplas, que acompanham por uma semana a agenda de secretários de pastas consideradas prioritárias. Como um "secretário sombra", o estudante participa de reuniões, acompanha as deliberações etc. Ao final, o grupo apresenta à gestão municipal os problemas identificados e possíveis soluções. Entre as últimas cidades visitadas, estão Novo Hamburgo (RS), Conde (PB), Barcarena (PA) e Santa Rita do Sapucaí (MG).
Imersão Sul-Sul
Desta vez, olhamos para locais com desafios semelhantes aos que vivemos no Brasil, mas que implementaram uma política inovadora sobre um tema específico, como por exemplo habitação, segurança, saúde, questão indígena, pauta LGBTQ+ etc. Já foram temas de estudos, por exemplo, a política de segurança urbana de Bogotá, na Colômbia; a pauta de Direitos Humanos do Uruguai; os programas de Educação em vigor em Cuba; e os avanços na questão indígena que acontecem na Bolívia.
Mapeados os temas e os países correspondentes, os alunos são divididos em grupos e partem para cerca de 15 dias de imersão. Nesse tempo, devem visitar e entrevistar os diversos atores envolvidos na política pública escolhida, como órgãos governamentais, organismos internacionais, acadêmicos, ONG etc.
Ao final da experiência, os estudantes desenvolvem um material que compara essas políticas exitosas à forma como o Brasil tem tratado o mesmo tema.
DEPOIMENTOS:
"Minhas experiências com as imersões é assim: você vai na primeira e acha que é a melhor experiência da vida. Depois, você sente o mesmo na segunda. Daí, na terceira, você fica extasiada. São 15 dias em um outro país. Que faculdade faz isso como atividade obrigatória do curso? As imersões são a experiência mais rica que alguém deve ter"
Marina Liuzzi, 20 anos, 8º semestre de AP
"Além de ficar uma semana em Brasília, fui para o Recife estudar política cultural e, depois, para a Colômbia estudar segurança pública e transporte. Essas foram as experiências que mais me marcaram e, pra mim, são o grande diferencial do curso. Você realmente sai a campo para conhecer realidades distintas daquela de costume e tem a chance de ir a fundo no entendimento da gestão pública daquele local. É um aprendizado muito importante"
Vitor Knobl Moneo, 27 anos, formado em 2015
