"Fui beneficiário do Bolsa Família. Estudar AP é uma possibilidade de gerar impacto no meu mundo"
Na FGV, o programa de bolsas tem como objetivo reter talentos e garantir maior diversidade cultural, social e econômica dentro da sala de aula.
Em um curso como o de Administração Pública, que forma profissionais para atuarem em problemas complexos da sociedade, essa diversidade é especialmente importante. Um debate sobre programas como o Bolsa Família, por exemplo, tem muito mais potencial de profundidade e complexidade caso haja na turma alguém que tenha sido ou seja beneficiário.
E há. Leia abaixo o depoimento de Jonathan Moreira dos Santos, de 22 anos, que ingressou no curso em 2020.
"Sempre fui um jovem contemplado por ações da sociedade civil e do governo. Fui beneficiário do Bolsa Família e fiz uma série de cursos oferecidos por projetos sociais. Fiz valer meu direito de juventude, de experimentar coisas do mundo.
Por isso, quando fui escolher minha profissão, queria uma que me ajudasse a retribuir tudo que recebi. Decidi estudar Pedagogia. Eu gostava, mas sentia falta de ferramentas para de fato articular a resolução para os problemas.
Comecei a pesquisar e encontrei o curso de Administração Pública da FGV como uma possibilidade de gerar impacto no meu mundo, isto é, no contexto em que nasci e onde cresci e vivo até hoje.
Eu conhecia a FGV só de nome. Mas como eu sabia que era uma instituição particular, nem entrava no meu rol de possibilidades.
Até que um dia encontrei uma amiga que fazia o cursinho popular da FGV. Quando comentei sobre o curso, ela me contou sobre a possibilidade de bolsa. Pesquisei e vi que, além das bolsas, a FGV era uma instituição que se transbordava para além da sala de aula. Havia as imersões. Fiquei muito animado e decidi prestar o processo seletivo.
Passei no vestibular e, no momento da matrícula, solicitei a bolsa. Foi muita alegria quando consegui. Sou o mais velho de quatro filhos e a minha vida toda estudei em escola pública.
Quando terminei o ensino médio, não sabia o que fazer. Foi quando consegui uma vaga no cursinho popular do Núcleo de Consciência Negra da USP e, no fim daquele ano, entrei em Pedagogia.
Quando entrei na USP, percebi que havia diversidade socioeconômica, mas não era muito notório porque era um curso de licenciatura noturno. Quando entrei na FGV, foi um baque. Tem muitos egressos das escolas de elite paulistana.
Vou dizer que, nos primeiros dias, pensei 'mas por que eu insisti em estar aqui?'. Mas, rapidamente, percebi como o próprio curso estimula a diversidade e o respeito à diferença dentro de uma igualdade educacional.
Eu, por exemplo, tenho um pouco de dificuldade em matemática ou quando os textos são em inglês, mas existe uma rede de apoio.
Sempre me lembro do que respondi na entrevista do vestibular, quando o selecionador me perguntou o que eu falaria para os dois grupos de alunos, de particulares e públicas. A minha resposta foi que cada pessoa deve usar suas experiências de mundo para articular respostas ao mundo.
Não são só os conhecimentos elitizados que tornam alguém melhor. As minhas experiências nos espaços em que transito, o que eu falo e escuto, tudo isso pertence a mim, faz diferença e enriquece meu aprendizado acadêmico.
Clique aqui para entender a política de bolsas do curso de Administração Pública na FGV EAESP.
