Dissertação apresentada para a Presidência da República contribui com estratégia contra fake news

Como a desinformação e as fake news afetam as políticas públicas? Motivado por essa provocação, o egresso da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), Ergon Cugler de Moraes Silva, dedicou o seu Mestrado Acadêmico em Administração Pública e Governo para investigar o papel dos agentes comunitários de saúde (ACS) na implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), em um cenário em que a hesitação vacinal voltou ao centro das preocupações do Ministério da Saúde. 

Orientado pela professora Gabriela Spanghero Lotta, a dissertação “Desinformação em nível de rua: como Agentes Comunitários de Saúde lidam com hesitação vacinal dos cidadãos”, defendida em fevereiro de 2024, mostrou que os ACS utilizam não apenas conhecimentos e argumentos lógicos e racionais, mas também sua inserção territorial e o vínculo com os cidadãos para enfrentar a hesitação vacinal. Além disso, os ACS criam redes de apoio entre colegas e buscam suporte para lidar com as incertezas. A dissertação também propôs várias sugestões para políticas públicas, visando melhorar o combate à desinformação e à hesitação vacinal. 

A partir das sugestões elaboradas, Ergon foi convidado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) para participar do Seminário “Diálogo Interinstitucional para Enfrentamento à Desinformação na Área da Saúde” realizado em Brasília (DF) no dia 21 de maio de 2024, onde pôde apresentar os achados da sua dissertação para as autoridades presentes. 

O Seminário contou com a presença de Procuradores e Promotores de Justiça de quase todas as Unidades Federativas do país, além de representantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Ministério da Saúde, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), dentre outros.  

Ao final de sua apresentação, o egresso teve a oportunidade de responder às perguntas das autoridades, direcionando apontamentos para o “Comitê de Enfrentamento da Desinformação sobre o Programa Nacional de Imunizações e as Políticas de Saúde Pública” e para a iniciativa “Saúde com Ciência”, um esforço coordenado pelo Ministério da Saúde e pela SECOM, que conta com o apoio do MJSP, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

A partir dos apontamentos da dissertação e da apresentação, Ergon deverá contribuir com a elaboração da estrutura de um curso para capacitar 400 mil trabalhadores do SUS em todo o Brasil para o enfrentamento à desinformação e à hesitação vacinal, meta que já estava prevista no indicador 10595, do objetivo específico 0451, do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. 

Para ler a dissertação completa, acesse o site

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