André Alves assume coordenação da linha de Inovação Corporativa do Mestrado Profissional
Professor da FGV EAESP e pesquisador em tecnologia e inovação, André Alves chega à coordenação com a proposta de preparar profissionais para compreender os movimentos tecnológicos e transformá-los em valor para as organizações
A inteligência artificial já mudou a conversa sobre inovação nas empresas. Mas, para o professor André Alves, a pergunta mais importante talvez não seja o que uma nova tecnologia é capaz de fazer, mas onde está, dentro das organizações, o conhecimento necessário para transformá-la em resultado.
"Estamos vivendo um fenômeno econômico baseado em conhecimento, que é a inteligência artificial. Mas onde está esse conhecimento? No fim do dia, ele está nas pessoas."
É a partir dessa perspectiva que Alves assume a coordenação da linha de Inovação Corporativa do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade (MPGC) da FGV EAESP. A proposta é formar profissionais capazes de acompanhar as transformações tecnológicas sem perder de vista a estratégia, o contexto e as necessidades de cada organização.
Inovação além da tecnologia
Doutor em Administração pela UFRGS, com ênfase em Gestão da Tecnologia e Inovação, André foi pesquisador visitante no Institute for Business Innovation da Haas School of Business, da University of California, Berkeley. Atualmente, é professor da FGV EAESP, diretor do Silicon Valley Institute for Business Innovation e pesquisador do programa Innovation Systems, Strategy and Policy (InSySPo), da UNICAMP.
Sua trajetória acadêmica e profissional reúne estudos sobre gestão estratégica de tecnologia e inovação, capacidades dinâmicas, ecossistemas de inovação, empreendedorismo e gestão de operações. É essa experiência que ele pretende levar para a linha. "Não basta adotar uma tecnologia porque ela é nova. É preciso entender o contexto, saber como ela se integra à organização e, principalmente, como pode gerar valor."
Para Alves, esse olhar também exige compreender que inovação não acontece de uma única maneira. Pode estar em produtos, processos, modelos de negócio, estratégias ou na própria forma como as pessoas trabalham.
"A inovação pode acontecer por diferentes caminhos dentro de uma empresa. A tecnologia é uma parte importante desse processo, mas ela não explica tudo. Precisamos olhar para o sistema como um todo."
Por isso, a formação proposta pela linha combina pensamento crítico, visão sistêmica e criatividade. A ideia é preparar profissionais não apenas para acompanhar o que está mudando, mas para interpretar essas mudanças e decidir como agir diante delas.
"Queremos que o aluno consiga olhar para uma tecnologia e perguntar: isso faz sentido para esta empresa? Que problema estamos tentando resolver? O que precisa mudar para que essa tecnologia realmente gere valor?"
Continuidade e novos caminhos
A chegada de André marca também uma nova etapa para uma linha criada pela professora Luciana Hashiba, que esteve à frente de sua coordenação desde o início. Para o novo coordenador, o desafio é justamente ampliar essa construção diante de um cenário em que tecnologia e negócios estão cada vez mais inseparáveis.
"Nosso papel é ajudar o profissional a entender os movimentos que estão acontecendo no mundo e, a partir deles, pensar no que sua organização precisa desenvolver. Não queremos formar alguém que apenas acompanhe a inovação. Queremos formar alguém que saiba participar dela."
Conheça mais sobre a linha de Inovação Corporativa do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade aqui.
