Conheça a nova coordenadora da linha de Sustentabilidade do Mestrado Profissional da FGV EAESP
A linha de Sustentabilidade do Mestrado Profissional em Gestão para a Competitividade da FGV EAESP inicia um novo capítulo com a chegada de Fernanda Carreira à coordenação. Pesquisadora e educadora com trajetória consolidada na área, Fernanda assume o desafio de conduzir uma das linhas mais estratégicas do programa em um momento marcado por complexidade, incertezas e urgência climática.
Fernanda é doutora em Estudos Organizacionais, mestre em Gestão para Competitividade com ênfase em Sustentabilidade e pós-graduada em Gestão de Sustentabilidade pela FGV EAESP. Sua atuação acadêmica e institucional é orientada pelo ensino crítico de gestão, com foco em práticas pedagógicas voltadas à sustentabilidade e aos desafios globais contemporâneos, como as mudanças climáticas e o Antropoceno. Para ela, a sala de aula é um espaço decisivo de transformação. "A forma como ensinamos gestão influencia diretamente os futuros que nos tornamos capazes - ou incapazes - de imaginar e construir", afirma.
Atualmente, Fernanda também coordena o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV EAESP, o FGVces, onde atua há mais de dez anos. Ao longo desse período, liderou iniciativas estruturantes, como o Programa de Formação Integrada para Sustentabilidade, a Plataforma Empresas pelo Clima e a Secretaria Executiva responsável pelo planejamento estratégico e pela captação de recursos do centro. Essa trajetória reforça a importância de articular conhecimento, prática e impacto. "Trabalhar com sustentabilidade exige diálogo constante com empresas, governos e sociedade civil, além de capacidade de experimentar e aprender continuamente”, comenta a nova coordenadora.
Na FGV EAESP, Fernanda é professora na graduação, nos MBAs e nos mestrados profissionais, incluindo cursos voltados a estudantes internacionais. Também foi coordenadora do Master em Administração: Sustentabilidade e atua no desenho de experiências educacionais inovadoras, como cursos imersivos e formações baseadas em desafios reais. Essa vivência pedagógica sustenta sua visão para a linha de Sustentabilidade do MPGC. "Minha expectativa é fortalecer ainda mais a identidade da linha como um espaço de pensamento crítico, experimentação e formação de lideranças transformadoras", destaca. "Isso envolve aprofundar a integração entre teoria e prática e conectar os conteúdos do curso aos grandes dilemas do nosso tempo."
O MPGC Sustentabilidade
A linha de Sustentabilidade do MPGC, segundo Fernanda, vai além da incorporação do tema como um conteúdo específico. Trata-se de uma mudança de lente sobre a própria gestão. Ao longo de sua trajetória, a linha formou executivos e executivas que hoje ocupam posições-chave em empresas, organizações da sociedade civil e no setor público. "Questionamos modelos de desenvolvimento, práticas de gestão e formas de tomada de decisão que já não respondem aos desafios socioambientais contemporâneos", explica. "O objetivo é contribuir para a transição rumo a modelos econômicos mais justos, regenerativos e alinhados aos limites do planeta."
No plano profissional, Fernanda também acumulou experiências fora da academia. Atuou como consultora na PwC, na área de Strategy Organization, e na Significa, onde desenvolveu políticas de sustentabilidade, investimento social privado e responsabilidade social corporativa. Além disso, trabalhou em organizações da sociedade civil, como a Associação Prato Cheio e a Associação Franquia Solidária, ampliando sua compreensão sobre impacto social e ação coletiva.
Sua atuação se estende ainda ao cenário internacional. Fernanda é membro do Conselho Consultivo da Network for Business Sustainability, rede que reúne mais de 200 centros de estudos em sustentabilidade ligados a escolas de negócios em diferentes países. Essa inserção global reforça sua perspectiva transdisciplinar e conectada aos debates mais recentes da área.
À frente da coordenação da linha de Sustentabilidade do MPGC, Fernanda pretende ampliar experiências de aprendizagem imersivas, fortalecer parcerias e intensificar o diálogo com diferentes setores da sociedade. "Vivemos um momento histórico em que crises climáticas, sociais e democráticas se entrelaçam", afirma. "A educação é um espaço potente de transformação, não apenas de indivíduos, mas dos sistemas dos quais fazemos parte."
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