Reforma Curricular deixa curso de Administração Pública da FGV EAESP ainda mais conectado à prática
Um curso flexível, multidisciplinar, internacionalizado, conectado com a prática e que mescla conteúdos técnicos e habilidades socioemocionais. Esse é o curso de Administração Pública da FGV, que está com o currículo novo a partir deste ano de 2020.
Se já éramos conhecidos por formar profissionais com raciocínio crítico e analítico, agora temos ainda mais diferenciais. Nossa grade curricular, reformada em 2019, partiu de um benchmarking com mais de 30 cursos similares no mundo, além de grupos focais com alunos e entrevistas com stakeholders.
Veja algumas diretrizes da grade:
- Flexibilidade: na atual grade de Administração Pública, há um percentual maior de disciplinas eletivas. Isso significa mais liberdade para cada estudante, a partir de uma base sólida, desenhar um curso adequado ao seu perfil. Esse direcionamento acontece por meio dos "minors". Os "minors" são áreas de concentração de disciplinas eletivas que representam não só áreas de estudo e pesquisa, mas sobretudo áreas nas quais nossos alunos vão poder atuar profissionalmente.
Estes são os quatro minors. Cada um deles compreende um conjunto de disciplinas:
- Infraestrutura
- Análise e Gestão de Políticas Sociais
- Terceiro Setor e Empreendedorismo Social
- Relações internacionais para o Administrador Público
Cada minor tem um total de 12 créditos, o que corresponde a 180 horas. Durante todo o curso, o estudante deve cumprir 24 créditos com eletivas. É possível compor esse cardápio com a escolha de dois minors ou mesclar disciplinas de todos os campos.
- Articulação: o objetivo é deixar o curso o menos fragmentado possível. Isso se dá ao diminuir o número de disciplinas, para que haja menos dispersão, e integrar os conhecimentos. Agora, cada semestre tem uma unidade e gira em torno de um eixo. E esse eixo tem sempre conexão com a prática.
- Multidisciplinaridade: por natureza, o profissional de Administração Pública transita por várias disciplinas: vai ter de entender de economia, direito e administração para trabalhar na resolução de problemas complexos. Se é assim na vida fora da universidade, entendemos que também deve ser assim durante a formação. Por isso, criamos espaços multidisciplinares, com professores atuando juntos. A gente tem na mesma sala de aula um economista e um cientista político discutindo a conjuntura de Brasília para preparar a turma para a imersão federal. Em vez de cada um falar só do que lhe cabe, a disciplina multidisciplinar faz isso num espaço conjunto de debate. Não é bem mais eficaz do que uma grade estanque, na qual o aluno precisa entender as diferentes disciplinas e conectar os conceitos?
- Crescente de imersões: já é do DNA do nosso curso formar alguém que saia da instituição não só com conhecimentos teóricos, como também com experiências práticas que o capacitem a estar pronto para contribuir com a sociedade. Por isso, temos desde sempre as três imersões: federal, local e sul-sul. O feedback dos alunos sobre essas atividades e a percepção de como elas enriquecem a formação, fez com que decidíssemos dar ainda mais espaço a essa aplicação prática do conhecimento. Por isso, na reformulação da grade, dedicamos um semestre inteirinho para o conteúdo aplicado. O sexto termo é totalmente fora da sala. A partir de algumas linhas de atuação, o estudante opta por um tema, como educação, ou saúde, e vai estudá-lo in loco.
- Desenvolvimento de habilidades: o curso de AP da FGV sempre foi conhecido por ser forte em raciocínio crítico e analítico. Agora, queremos que ele também seja referência no desenvolvimento de habilidades, cada vez mais importantes e valorizadas na atuação profissional. Por isso, ao mesmo tempo que mantivemos as hard skills, aumentamos os espaços direcionados ao desenvolvimento das soft skills. Isso já começa no primeiro semestre, com a oficina de integração. No decorrer do curso, há outras disciplinas focadas em habilidades, como Gestão de negociação, Dilemas éticos na área pública, e Desafios da inserção profissional.
- Antecipar disciplinas relacionadas a ferramentas de diagnóstico: Numa época em que os dados são abundantes e multiplicam-se em progressão geométrica, trazer o aprendizado desse conteúdo para o início do curso cria um repertório de base muito importante. Mas não paramos por aí. Entendemos que a leitura dessas bases de dados faz muito mais sentido se for aplicada na resolução de problemas complexos. Como fazer isso? Unindo o quantitativo ao qualitativo. No primeiro semestre, a disciplina Diagnóstico de Problemas e Políticas Públicas Inovadoras tem oito créditos. Em quatro deles aprende-se estatística. Nos outros quatro, usa-se o aprendizado para estudar os mais diversos problemas, como violência contra a mulher ou a evasão escolar.
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