Programa Brasileiro GHG Protocol anuncia resultados do Ciclo 2025 com crescimento recorde e análises setoriais aprofundadas
O Programa Brasileiro GHG Protocol realizou seu Evento Anual do Ciclo 2025, um encontro que celebra a publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e apresenta análises e tendências relacionadas às atividades de contabilização, relato e gestão de emissões.
Sobre os resultados do ano, o Programa registrou mais uma vez um crescimento significativo. Houve um aumento de 25% no número de organizações-membro, totalizando 674 participantes, e uma expansão de 33% na quantidade de inventários publicados, que bateu a marca de 1.315 documentos.
“O inventário é o primeiro passo, talvez o passo zero, do processo de gestão de emissões. Incentivamos as organizações a não pararem no diagnóstico, ou seja, no inventário. Muitas já fazem isso, mas é importante que todas iniciem esse processo, adotando medidas de eficiência e buscando mitigar o impacto causado pela emissão de gases de efeito estufa”, destacou Guilherme Lefèvre, gestor do Programa realizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV.
Além de compartilhar os números do período, os pesquisadores Carolina Bastos e Lucas Cesilla, que integram a equipe do Programa, também divulgaram os resultados da sondagem anual realizada com as organizações-membro. A pesquisa revelou que cerca de 60% das organizações assumem compromissos voluntários de mitigação.
Alguns destaques:
- Cerca de 50% das organizações respondentes das indústrias extrativas e de transformação possuem metas públicas e 64% dos 11 respondentes do setor de comércio possuem metas públicas;
- Das organizações que possuem metas, 46% possuem meta de neutralidade climática.
- Do ponto de vista da motivação para a elaboração de inventários, a demanda interna (alta gestão e sustentabilidade) é a mais importante nos mais diversos setores.
- Demanda de clientes são mais perceptíveis nas industriais extrativas e de transformação, bem como no setor de serviços e transporte.
- Demanda do poder público/órgãos reguladores foram mais perceptíveis nos setores de administração pública e atividades financeiras e indústrias extrativas.
- Do ponto de vista de gestão das emissões, o uso de certificados de atributos ambientais (como RECs, certificados de combustíveis renováveis, certificados de biometano etc.) tem alto grau de importância entre os setores.
Dia 05/08: Foco no setor de serviços e estratégias de descarbonização
O primeiro dia do evento, dedicado ao setor de serviços, trouxe uma análise detalhada das emissões neste segmento, que historicamente tem um perfil distinto dos setores industriais. Para complementar as discussões, foi realizado um painel sobre casos e boas práticas para a gestão de emissões de GEE. Participaram:
- Cinthia Bechelaine, superintendente de Planejamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
- Ana Szajubok, gerente de Capital Natural da Sabesp.
- Teresa Melo, secretária de Relações com a Sociedade do Supremo Tribunal Federal.
A moderação foi feita por Wellyngton Labes, especialista em Sustentabilidade do Ita Unibanco.
Bechelaine, do BDMG, apresentou a trajetória de gestão para sustentabilidade do banco, que há 10 anos tem o selo ouro do Programa. A Sabesp, representada por Szajubok, compartilhou os desafios de descarbonização do setor de saneamento, com foco em projetos de biogás para geração de energia. Já Teresa Melo, do STF, discutiu os esforços do órgão para mitigar suas emissões de GEE, esforços que incluem a construção de usinas fotovoltaicas e o uso de etanol na frota. O painel também abordou o papel da liderança na cultura de sustentabilidade.
Confira o vídeo do evento:
Dia 06/08: Setores produtivos, tecnologia e engajamento da cadeia de valor
O segundo dia do evento concentrou-se nos segmentos produtivos, com uma análise das principais fontes de emissão dos setores industrial, agropecuária, produção florestal, óleo e gás e outros setores produtivos.
O painel de discussão do dia contou com as participações de:
- Gabriel Rodrigues Romero, analista de Sustentabilidade Sênior da Supergasbras Energia.
- Guilherme Conor Coraiola, coordenador de Mudanças Climáticas e Descarbonização da Suzano.
- Ingrid Person, gerente Ambiental Corporativo Sênior da Ternium.
A moderação foi feita por Giovani Marcel Teixeira, analista Ambiental Sênior da COPEL – Companhia Paranaense de Energia.
Entre outras iniciativas, Romero, da Supergasbras, destacou as ações de descarbonização da empresa, incluindo frota leve 100% a etanol, veículos a biometano e caminhões elétricos. Já Coraiola, da Suzano, falou sobre o inventário de emissões da empresa, suas metas climáticas e o programa de engajamento com fornecedores. Por fim, Person, da Ternium Brasil, abordou o compromisso da empresa com a descarbonização, com destaque para a eficiência energética e o projeto de biometano.
Confira o vídeo do evento:
Próximos passos: ciclo 2026
As organizações que desejam aderir ao Programa ou renovar sua participação já podem aderir ao Ciclo 2026. Para consultar o material informativo e o cronograma de atividades, acesse: https://eaesp.fgv.br/centros/centro-estudos-sustentabilidade/projetos/pr....
