Política

SciELO em Perspectiva destaca estudo sobre trajetória política de vereadoras

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Imagem Scielo em Perspectiva

Débora Thomé e Lucas Gelape mostram como as desigualdades de gênero persistem mesmo depois da conquista de um mandato e afetam a permanência e a progressão das mulheres na carreira política.

Mulheres que conseguem se eleger vereadoras ainda enfrentam obstáculos para permanecer e avançar na carreira política. O tema é discutido por Débora Thomé e Lucas Gelape no texto “Mulher eleita, carreira interrompida: estudo mapeia trajetória de vereadoras”, publicado no SciELO em Perspectiva: Humanas.

No texto, os autores apresentam resultados do estudo Where Do City Councilors Go? Gender and Political Career Trajectories in Municipal Politics, publicado na Brazilian Political Science Review.

A pesquisa acompanha a trajetória de 51.478 pessoas eleitas para câmaras municipais brasileiras e mostra que mulheres têm maior probabilidade de deixar a política ou de continuar disputando eleições sem voltar a vencer. Os homens, por sua vez, apresentam comparativamente mais chances de repetir o mandato ou de disputar cargos no Executivo municipal.

A análise utiliza dados do Tribunal Superior Eleitoral que abrangem duas décadas, de 2002 a 2022. Ao acompanhar as trajetórias ao longo do tempo, o estudo permite observar como as desigualdades de gênero podem persistir e se aprofundar mesmo depois da conquista de um mandato eletivo.

O texto também chama atenção para a baixa presença feminina na política municipal. Em 2026, apenas 16% dos representantes locais são mulheres e quase 20% das câmaras municipais brasileiras não contam com nenhuma vereadora.

Leia o texto completo no SciELO em Perspectiva: Humanas

Leia também o artigo científico Where Do City Councilors Go? Gender and Political Career Trajectories in Municipal Politics, publicado na Brazilian Political Science Review:

*Imagem: Alghozy via Unsplash. (do Blog SciELO em Perspectivas Humanas)