FGV lança FGV Earth para enfrentar desafios ambientais globais

Com apoio da Fapesp, o FGV Earth integra ciência, políticas públicas e práticas empresariais para promover soluções sustentáveis
 

No dia 11 de setembro, foi lançado oficialmente o FGV Earth, Centro de Inovação, Pesquisa e Difusão (CEPID) em Governança das Mudanças Ambientais Globais, em cerimônia realizada no Salão Nobre da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP). Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o centro tem como missão desenvolver soluções práticas e baseadas em evidências científicas para os desafios ambientais que afetam o planeta.

Coordenado pelo pesquisador José Antônio Puppim, o FGV Earth está estruturado em seis núcleos temáticos: Instituições para Inovação, Práticas Empresariais, Economia das Mudanças Ambientais Globais, Marketing e Comportamento do Consumidor, Liderança e Cidades. O objetivo é compreender como construir instituições e capacidades que enfrentem os fatores sociais impulsionadores dos problemas ambientais, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil.

Durante o evento, os coordenadores dos núcleos apresentaram suas linhas de pesquisa. A Profa. Susana Pereira, coordenadora do núcleo Instituições para Inovação, destacou o estudo das interações entre políticas públicas, sistemas tecnológicos e dinâmicas de mercado para fomentar soluções escaláveis e sustentáveis.

O Prof. Ely Paiva, responsável pelo núcleo de Práticas Empresariais, apresentou iniciativas voltadas à promoção de estratégias corporativas que conciliem competitividade e sustentabilidade em países em desenvolvimento.

Representando o núcleo de Mudança Ambiental Global, Métricas e Regulação, o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro), Guilherme Bastos, abordou a criação de diretrizes legais para mercados de baixo carbono e bioeconomia, além da implantação de centros de monitoramento de gases de efeito estufa e avaliações de impacto socioambiental.

O Prof. Delane Botelho, à frente do núcleo de Marketing e Comportamento do Consumidor, explicou que a pesquisa desse núcleo se concentra em práticas de consumo sustentável, como o decrescimento, a durabilidade de produtos e a influência das crianças nos hábitos de consumo das famílias.

O Prof. Jorge Carneiro apresentou o núcleo de Liderança, que desenvolve ferramentas para integrar a governança climática às estratégias organizacionais. Essa agenda de pesquisa envolve temas como liderança regenerativa, cooperação multissetorial e governança comunitária.

Por fim, o núcleo de Cidades, liderado pelo Prof. José Antônio Puppim, é voltado à análise do papel de cidades e governos locais frente aos desafios ambientais globais, promovendo soluções que conectem as esferas local e internacional.

Importância do fomento à pesquisa e agenda COP30

Durante a abertura, representantes da FGV reforçaram o papel estratégico da pesquisa científica na construção de soluções sustentáveis. 

O vice-diretor da FGV EAESP, Tales Andreassi, destacou o apoio de instituições de fomento como a Fapesp, como fundamentais para o desenvolvimento de iniciativas como o FGV Earth. 

O Coordenador do FGV EAESP Pesquisa, Thomaz Wood, destacou a importância do tema sustentabilidade para a FGV. 

“Hoje nosso maior centro de pesquisa na FGV EAESP é o Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) e o nosso maior projeto agora é o FGV Earth, ambos trabalhando com o tema de sustentabilidade”. 

Wood reiterou a importância do apoio da Fapesp que aumentou significativamente a produção de pesquisa da FGV EAESP, e ressaltou: “Estamos valorizando não apenas a disseminação da pesquisa, mas as pesquisas que são aplicadas e desenvolvidas em conjunto com gestores e formuladores de políticas públicas, promovendo um benefício real para a sociedade e todos os stakeholders envolvidos”.

A coordenadora de parcerias internacionais da FGV, Tamara Marques, lembrou que a missão da FGV está diretamente ligada à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico. Ela apresentou a Rede de Pesquisa e Inovação como instrumento para conectar pesquisadores em diferentes áreas e países, e destacou a importância da COP30 como marco para a Fundação mapear e integrar as iniciativas de sustentabilidade da instituição em uma plataforma colaborativa, ampliando o alcance e a relevância das pesquisas desenvolvidas.

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