Estudo analisa o impacto da inteligência artificial na comunicação corporativa nas redes sociais

Revolucionar a forma como as empresas se comunicam interna e externamente é uma das consequências do uso da inteligência artificial (IA). Com o avanço da tecnologia neste segmento, as organizações podem aproveitar ferramentas e recursos poderosos para aprimorar seus esforços de comunicação. Foi isso que Izidoro Blikstein, professor aposentado da FGV EAESP e Manoel Fernandes, sócio da Bites Consultoria e Marcelo Coutinho, professor da Escola se debruçaram no artigo sobre o tema publicado na revista GV-Executivo, da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP).

O estudo tem como objetivo central analisar o impacto das tecnologias de inteligência artificial, especificamente modelos de linguagem de larga escala (LLM), na comunicação corporativa nas redes sociais.

Dessa forma, o estudo mostra como o ChatGPT pode ser usado para monitoramento, análise de sentimentos e geração de conteúdo nas redes sociais, destacando possíveis benefícios e desafios, e alerta para a necessidade de as empresas investirem em conhecimento tecnológico e prontidão para lidar com os avanços na IA.

Comunicação Interna

A IA pode ser utilizada para melhorar a comunicação interna de várias maneiras. Por exemplo, assistentes virtuais baseados em IA podem responder a perguntas frequentes dos funcionários, economizando tempo e recursos. Além disso, a análise de sentimentos impulsionada por IA pode ajudar a monitorar o engajamento e a satisfação dos funcionários, permitindo que as empresas ajustem sua comunicação interna de acordo.

Comunicação Externa

Na comunicação externa, a IA pode ser usada para personalizar mensagens de marketing e publicidade com base nos interesses e comportamentos dos clientes. Chatbots inteligentes podem fornecer atendimento ao cliente 24 horas por dia, sete dias por semana, melhorando a experiência do cliente. Além disso, a tecnologia pode analisar dados de mídia social e outros canais para obter insights valiosos sobre a percepção da marca e ajustar estratégias de comunicação de acordo.

Impacto nas empresas

O impacto desse lançamento apenas começa a ser sentido nas mais diversas áreas de negócios, incluindo na maneira pela qual as redes sociais digitais são utilizadas pelas empresas. Nesse caso, os principais usos são:

  • Monitoramento de redes sociais;
  • Identificação de comunidades de interesse e influenciadores;
  • Uso de recursos de segmentação para impulsionar mensagens de publicidade e relações públicas, alcançando públicos-alvo específicos;
  • Uso de redes sociais como canal de vendas.

“É na geração de conteúdo para as redes que os modelos linguísticos em larga escala apresentam as maiores possibilidades, para o bem e para o mal. Nesse tipo de trabalho, o conhecimento dos algoritmos é fundamental para aumentar o alcance de uma mensagem, mesmo daquelas que são impulsionadas (pagas). Utilizando os diversos serviços fornecidos pelas plataformas para seus anunciantes, é possível saber quais são os assuntos mais comentados em determinado momento ou local e com quais termos”, destaca o estudo.

Os autores preveem um crescimento exponencial desse tipo de geração de conteúdo, e aqui se encontra um dos principais problemas do casamento entre redes sociais e inteligência artificial: o risco de aumento da visibilidade de fake news e conteúdos visando prejudicar marcas ou personalidades.

Desafios éticos

No entanto, é importante abordar os desafios éticos associados ao uso da IA dentro da comunicação corporativa. A privacidade e a segurança dos dados devem ser priorizadas, e as empresas devem ser transparentes sobre como utilizam a IA. Além disso, é crucial garantir que a IA não perpetue preconceitos ou desinformação.

Em resumo, a inteligência artificial está desempenhando um papel cada vez mais importante na comunicação corporativa, oferecendo oportunidades para melhorar a eficiência, personalização e insights. No entanto, seu uso deve ser cuidadosamente considerado e gerenciado de forma ética e responsável.

Para ler o artigo completo, acesse o site.

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