Ampliação de equipes de saúde mental no SUS melhora acesso, mas não reduz mortalidade, aponta pesquisa da FGV

Uma pesquisa publicada na revista Labour Economics analisou os efeitos da política nacional de contratação de profissionais de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo, de autoria de Rudi Rocha (FGV EAESP) e Matías Mrejen (UFF), avaliou dados de mais de cinco mil municípios entre 2005 e 2018 para mensurar os resultados da expansão das equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). 

A análise identificou crescimento significativo na presença de psicólogos e terapeutas ocupacionais na atenção primária, além de aumento das consultas ambulatoriais. A ampliação da força de trabalho resultou em maior acesso da população aos serviços de saúde mental. 

No entanto, não foram observados efeitos relevantes sobre mortalidade, hospitalizações ou dias de afastamento por transtornos mentais. Segundo os autores, os resultados indicam que a contratação de profissionais especializados é necessária, mas insuficiente sem uma integração efetiva entre os diferentes níveis de cuidado, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

A pesquisa reforça a importância de políticas públicas focadas na qualificação, retenção e coordenação das equipes de saúde mental, destacando que melhorias estruturais e continuidade do cuidado são essenciais para resultados mais amplos. 

Leia o artigo na íntegra aqui.

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