Ampliar horizontes também é uma forma de aprender

A vontade de conhecer o mundo sempre acompanhou as escolhas de Luca Delmonte. Ainda durante a graduação na Itália ele já havia buscado uma experiência internacional ao realizar um intercâmbio no México. Poderia ter optado por um destino mais próximo, dentro da própria Europa, mas preferiu se desafiar. A experiência despertou ainda mais o interesse por viver novas culturas e ajudou a moldar a decisão que viria depois: participar de um duplo diploma no Brasil. 

Foi assim que Luca chegou ao Mestrado Profissional em Gestão Internacional (MPGI) da FGV EAESP, onde passa um ano de estudos antes de retornar para Università Bocconi, em Milão, para concluir o programa. Para ele, o valor dessa trajetória não está apenas no prestígio acadêmico ou na possibilidade de obter dois diplomas, embora reconheça que isso certamente será importante no início da carreira. “O que realmente torna a experiência especial é a oportunidade de viver entre contextos muito diferentes, conhecer novas pessoas e trocar perspectivas que vão muito além da sala de aula. Estar entre dois países e dois ambientes culturais distintos torna o aprendizado muito mais rico do que permanecer dois anos no mesmo lugar", afirma Luca. 

Essa diversidade também aparece no cotidiano acadêmico. Ao chegar à FGV EAESP, Luca encontrou um estilo de ensino bastante diferente daquele ao qual estava acostumado na universidade italiana. “Lá, as aulas costumam seguir um modelo mais tradicional. O professor conduz a exposição do conteúdo e nos preparamos para uma avaliação final. No Brasil, percebi outra dinâmica. O que mais surpreendeu foi a participação ativa dos alunos e a forma como as aulas são construídas coletivamente, com discussões, trocas de ideias e múltiplas perspectivas”. Para ele, essa abordagem faz com que o aprendizado aconteça de forma mais gradual e profunda, já que o conhecimento vai sendo construído ao longo do curso, em diálogo constante com colegas e professores. 

Essa convivência também se estende aos trabalhos em grupo, que se tornaram um dos aspectos mais marcantes de sua experiência. Ao longo do programa, Luca teve a oportunidade de colaborar com colegas de diferentes nacionalidades e formações, incluindo brasileiros, europeus, indianos e australianos. “Trabalhar com pessoas de contextos tão diversos amplia a forma de enxergar problemas e soluções. Essa troca de perspectivas talvez seja uma das maiores riquezas da experiência internacional, já que permite confrontar ideias, aprender novas maneiras de pensar e desenvolver habilidades que vão muito além do conteúdo acadêmico”. 

A passagem pelo Brasil também ajudou Luca a refletir sobre os caminhos que deseja seguir profissionalmente. Durante a graduação, ele estudou gestão voltada para artes e cultura, com foco nas indústrias criativas. No mestrado, decidiu ampliar o campo de atuação e explorar possibilidades mais amplas dentro da gestão. Ao longo desse processo, percebeu que gostaria de construir uma carreira ligada a impacto social e atuação internacional. Ele explica que não se imagina trabalhando apenas em um país específico, mas sim explorando diferentes contextos ao longo da trajetória profissional. 

Uma disciplina sobre empreendedorismo social teve um papel decisivo nessa descoberta. O professor apresentava projetos desenvolvidos em comunidades de São Paulo e levava para a sala de aula exemplos concretos de iniciativas voltadas à transformação social. O contato com essas experiências despertou um novo interesse em Luca, que decidiu desenvolver sua dissertação de mestrado sob orientação do mesmo professor.  

Ao olhar para trás, Luca afirma que um dos elementos que mais marcaram sua passagem pela FGV EAESP foi o ambiente acadêmico que encontrou. Ao conviver com professores e colegas, ele percebeu que estava em uma instituição profundamente conectada aos debates e desafios da sociedade brasileira. Foi nesse contexto que descobriu o prestígio e a relevância da escola no país. Para ele, estudar em um lugar onde professores estão envolvidos em projetos relevantes e onde os alunos são estimulados a pensar criticamente cria um ambiente de aprendizado difícil de replicar em qualquer universidade. 

No fim das contas, “o que tornou a experiência verdadeiramente especial foram as pessoas com quem compartilhei esse período. Professores engajados, colegas de diferentes culturas e conversas que ultrapassam os limites da sala de aula transformaram o intercâmbio em algo maior do que um simples período de estudos no exterior”, comenta Luca. 

E, se hoje tivesse que convencer outros estudantes a escolher o Brasil como destino acadêmico, ele diria: vale a pena vir pela cultura, pela comida, pelas pessoas e pelos lugares incríveis do país. Mas, sobretudo, pela possibilidade de viver uma experiência que amplia a forma de ver o mundo. 

Conheça mais do programa do qual o Luca faz parte aqui.

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