Administração Pública na FGV EAESP valoriza diversidade na formação de turmas

Assim como todas as melhores universidades do mundo, a FGV tem semestre após semestre, ano após ano se tornando mais diversa. O raciocínio é simples: uma sala de aula com alunos com backgrounds diferentes é um espaço muito mais rico para o debate e a compreensão de mundo. 

"Fiz graduação entre 2002 e 2005 e a FGV não era diversa. Hoje, quando entro em uma sala de aula, me sinto como se estivesse em outra universidade. A cara da sala de aula mudou", conta Fernando Burgos. Ele está há 18 anos dentro da FGV. Entrou na graduação de AP, emendou com mestrado e doutorado e hoje é professor do Departamento de Gestão Pública da FGV-EAESP e Coordenador do Centro de Estudos em Administração Pública e Governo (CEAPG).

O próprio Burgos foi bolsista da FGV, mas numa época em que as bolsas eram todas reembolsáveis, isto é, os estudantes deveriam quitar as mensalidades após a formação. Isso implicava numa responsabilidade que só famílias de classe média tinham coragem de assumir. 

A grande mudança foi a criação das bolsas não-reembolsáveis. "Hoje, consigo ver na sala de aula, mulheres e homens negros que vieram de origem muito difícil. Sem essas bolsas, um aluno sem o nome do pai na certidão de nascimento não seria aluno da FG", diz Burgos. "É um começo. Ainda quero ter na sala de indígena, quilombola, mais alunos trans, maior diversidade regional e alunos da AL."

Em um curso como o de Administração Pública, que forma profissionais para atuarem em problemas complexos da sociedade, essa diversidade é especialmente importante. Um debate sobre programas como o Bolsa Família, por exemplo, tem muito mais potencial de profundidade e complexidade caso haja na turma alguém que tenha sido ou seja beneficiário.

"A gente vai discutir transporte público com quem só anda de carro ou de linha verde do metrô? Para mim, quem usa transporte público é quem vem da periferia. Pega van e depois dois ônibus para chegar na FGV. Se eu falo de política pública e direito à cidade, preciso desse tipo de aluno. Se a gente quer formar alunos preocupados em transformar a realidade social do Brasil, preciso ter essa realidade diversa dentro da sala de aula", compara Burgos.

 

Benefícios acadêmicos e pessoais

Além dos ganhos acadêmicos dessa troca de experiência de mundo, há um ganho na formação pessoal de cada estudante, a maioria acostumada a uma convivência entre iguais. Não que seja um processo simples e automático. 

"O desafio da integração é um desafio de todas as universidades que fizeram inclusão. É o desafio de um país segregado e desigual como o nosso. Mas na FGV temos programas e iniciativas que ajudam a integrar", afirma Burgos.

E, além do que é oficial, os próprios alunos têm se engajado no processo. Um exemplo simples: o bolsista, como qualquer aluno da FGV, passa pelo processo seletivo e é aprovado a partir dos conhecimentos que comprova. No entanto, a familiaridade com o idioma inglês costuma ser bem distinta entre um grupo e outro.

Enquanto quem vem das escolas particulares chega a FGV com a língua fluente – seja porque estudaram o idioma durante toda a vida, seja porque fizeram intercâmbio –, os egressos de escolas públicas têm muita dificuldade. 

"Dou uma disciplina no segundo semestre com muitos textos em inglês. No primeiro dia, expliquei que os textos deveriam ser lidos. Na semana seguinte, os fluentes tinham formado um grupo de voluntários para traduzir o texto para que todos pudessem ler em português", conta Burgos.

Moral da história: o curso já atrai um aluno diferenciado, que deseja resolver problemas. Nesse caso, quem sabe inglês ajuda quem não sabe, e quem não sabe deve aproveitar o curso para suprir essa lacuna de formação. Todos se desenvolvem!

 

Bolsas do curso de AP na FGV EAESP: veja modalidades

Nosso programa de bolsas procura reter talentos e garantir maior diversidade cultural, social e econômica dentro da sala de aula. Veja as modalidades:

 

Bolsa Mérito 

São concedidas para os quatro primeiros colocados no vestibular, de acordo com os seguintes percentuais:

1º lugar – 100%

2º lugar – 50%

3º lugar –30%

4º lugar – 20%

 

A bolsa vale por todos os semestres do curso e não é reembolsável. Mas é preciso ter bom rendimento para não perder o benefício.

 

Bolsas Não Reembolsáveis:

Todos os anos, são concedidas bolsas integrais (100%) para alunos com dificuldade financeira e que foram aprovados ao curso por meio do Vestibular FGV ou do Enem. A seleção considera a situação socioeconômica do candidato (que deve ser comprovada) bem como sua classificação no processo seletivo.

Para a manutenção da bolsa durante todo o curso, o estudante precisa ter média igual ou superior a 7 e não interromper o curso a não ser que seja por motivo de intercâmbio estudantil promovido pela FGV ou convocação ao serviço militar.

Além dessas bolsas, podem eventualmente haver outras derivadas de outras parcerias institucionais.

 

Bolsas Reembolsáveis

Esse formato pode ser pleiteado por alunos aprovados via vestibular FGV, ENEM ou na seleção Internacional. É preciso comprovar a necessidade financeira e se comprometer ao ressarcimento após o quinto ano. Isso significa que, se o aluno terminar em quatro anos, ainda terá mais um para o início do pagamento. A devolução é feita de forma parcelada.

Os auxílios podem ser destinados a mensalidade, material escolar, alimentação e moradia. Veja:

  • Bolsa de Estudo: de 20% a 100% da mensalidade no semestre.
  • Bolsa Material Escolar: auxílio semestral para compra de livros e material escolar.
  • Bolsa Alimentação:  auxílio semestral para ajuda na alimentação.
  • Bolsa Moradia: auxílio semestral aos alunos com maior dificuldade econômica e residentes fora da cidade de São Paulo.

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