Brasil esboça volta aos trilhos após décadas investindo em rodovias
Abrir caminho, e linhas de crédito, para que a iniciativa privada possa fazer essa expansão é a receita para ampliar a participação de outros modais no transporte logístico", afirma Galípolo, lembrando que o Brasil está na mínima histórica desde que a Fundação Getulio Vargas (FGV) começou a medir o volume de investimento em infraestrutura. Ou seja, o país não dá conta de repor sequer a depreciação.
Difícil prever quando, afinal, o País terá uma divisão mais equilibrada entre os vários modais disponíveis no transporte de cargas e passageiros. Mas é inegável que, após décadas de protagonismo, é pouco provável que o rodoviário mantenha os atuais 60% de participação nos próximos anos. "Não é uma mudança com a qual se possa contar no curto e médio prazo porque toda a infraestrutura para o transporte rodoviário já está pronta, enquanto os investimentos na malha ferroviária têm maturação mais longa", afirma a coordenadora do Centro de Excelência em Logística e Supply Chain da FGV, Priscila Miguel.
