Inclusão LGBTQIA+ e desempenho financeiro: estudo revela impacto positivo em empresas brasileiras 

Carolina Siniscalchi, ex-aluna do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), conduziu um estudo inédito sobre a correlação entre práticas inclusivas voltadas à comunidade LGBTQIA+ e o desempenho financeiro de empresas listadas na B3 – a bolsa de valores brasileira.  

A pesquisa utilizou uma abordagem econométrica sofisticada, com aplicação do modelo Arellano-Bond, que permite controlar efeitos dinâmicos e endogeneidade em painéis com dados longitudinais. Os indicadores financeiros analisados foram o Retorno sobre Ativos (ROA), o Retorno sobre Capital Investido (ROIC) e o Q de Tobin — este último mensura a valorização de mercado das companhias em relação ao valor contábil de seus ativos.  

Os resultados indicam uma correlação positiva, embora ainda tímida, entre o desempenho financeiro e a adoção de políticas inclusivas para pessoas LGBTQIA+. Segundo a autora, o tema ainda é incipiente no Brasil e enfrenta desafios para se consolidar na agenda dos stakeholders e investidores. No entanto, a valorização observada no mercado sugere um caminho promissor.  

“Minha intenção com essa pesquisa é contribuir para uma discussão mais ampla sobre diversidade nas organizações. A inclusão da comunidade LGBTQIA+ ainda exige esforços de conscientização, mas é possível perceber avanços, especialmente em empresas com governança mais estruturada”, afirma Carolina.  

A autora destaca ainda que os benefícios da diversidade vão além da questão de identidade de gênero ou orientação sexual. “Políticas inclusivas fortalecem o ambiente corporativo como um todo, promovendo pluralidade de ideias, inovação e maior alinhamento com os princípios ESG”, completa.  

A pesquisa representa uma importante contribuição acadêmica para os estudos de diversidade e finanças corporativas no Brasil, abrindo espaço para novas investigações que envolvam diferentes recortes populacionais, como pessoas negras, indígenas e com deficiência.  

Assista ao vídeo aqui para saber mais detalhes.

Para saber mais sobre o curso de Gestão para Competitividade da FGV EAESPacesse o site.  
 

Veja os outros conteúdos da série Ideias que Transformam abaixo:

• Recuperação Judicial: Estudo propõe regulamentar atuação de watchdogs para mais segurança no mercado
• Estudo investiga por que brasileiros investem pouco em renda variável 
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