Covid-19 e fraudes corporativas: Estudo apresenta impactos e soluções na área de compliance

Discutir o impacto da pandemia da Covid-19 nas vulnerabilidades relacionadas a fraudes corporativas, com foco nas áreas de governança, risco e compliance (GRC) é o foco central do artigo publicado na revista GV Executivo “Covid-19: uma janela para fraudes corporativas?”. Profissionais dessas áreas notaram um aumento nas vulnerabilidades devido às mudanças organizacionais causadas pela pandemia, mas também implementaram ações para mitigá-las.

Os pesquisadores Iedo Matuella Filho (mestre pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FEA-RP/USP), Claudio de Souza Miranda (professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FEA-RP/USP) e Jonny Mateus Rodrigues (professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo - FGV EAESP) utilizaram a teoria do triângulo de fraudes, que considera pressão, oportunidade e racionalização como fatores de predisposição à fraude.

Os resultados da pesquisa mostraram um aumento nos riscos em todos os três aspectos do triângulo de fraudes durante a pandemia. Surpreendentemente, as empresas investiram em controles internos para lidar com esse aumento de riscos. Além disso, o estudo destaca a importância das atividades de GRC na redução de casos de corrupção e fraudes.

Durante a pandemia, as empresas adotaram o trabalho remoto, o que trouxe desafios de comunicação interna e aumentou os riscos cibernéticos. No entanto, houve investimentos em tecnologia e segurança cibernética. As empresas também fortaleceram suas atividades de GRC, implementando comitês de crise, reforçando a integridade e realizando melhorias em áreas como due diligence.

Os profissionais de GRC perceberam um ambiente mais estressante e menos supervisionado devido ao trabalho remoto, o que contribuiu para o aumento dos riscos de fraude. As empresas, em sua maioria, investiram em controles e tecnologia para lidar com esses desafios.

Quanto ao futuro, a pesquisa indicou que a adoção do trabalho remoto, a automatização de processos e controles e o aumento do uso de tecnologia continuarão sendo tendências. No entanto, o comitê de crise é visto como uma iniciativa temporária.

As recomendações dos autores é que incluam a manutenção de segurança no trabalho remoto, investimentos em tecnologia e controles, planos de contingência, treinamento em ética empresarial e cultura organizacional de integridade. Além disso, os líderes devem dar o exemplo e apoiar a integridade e o cumprimento das regulamentações.

Leia o artigo completo no site.

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