Embarque com destino à transformação
Como a comunidade FGV contribui para alunos fazerem intercâmbio e irem mais longe
Na trajetória de Marcos Maximiano, estudante de Administração de Empresas da FGV EAESP, as palavras educação e transformação sempre caminharam lado a lado. Nascido em Araçatuba, filho de mãe policial civil aposentada e pai trabalhador de supermercado, ele cresceu acreditando que o estudo era a chave para mudar realidades. Ainda no ensino médio, fez três cursos técnicos ao mesmo tempo — contabilidade, administração e gestão de projetos — e cultivou um sonho ousado: um dia se tornar CEO e usar essa posição para gerar impacto positivo no mundo.
Quando surgiu a oportunidade de fazer intercâmbio na Babson College, referência global em empreendedorismo, Marcos não hesitou. O problema era o mesmo que assombra tantos jovens talentosos: o custo. Parte do valor veio por meio de um financiamento da própria FGV, mas ainda faltavam recursos essenciais para passagens, visto e estadia. Foi então que entrou em cena Vítor Ornelas (CGAE – 2018), atual profissional de Private Equity na Régia Capital, que anos antes também havia vivido seus próprios desafios para se manter na faculdade. “Coincidentemente, no mesmo período em que eu buscava apoio, o Vítor procurou a FGV oferecendo ajuda a um aluno de intercâmbio. Foi um alinhamento perfeito”, lembra Marcos.
Vítor, formado em 2018, conhece como poucos a importância da rede que a FGV constrói. Ele foi um dos fundadores da Liga de Mercado Financeiro da escola e, desde então, mantém laços estreitos com colegas e com a instituição. “Eu sei como é difícil entrar na FGV e mais ainda se manter. Por isso, decidi contribuir periodicamente com o Fundo de Bolsas e, sempre que posso, ajudar de maneira mais direta”, explica.
O encontro entre os dois ultrapassou a questão financeira. “Ele não só ajudou a completar o valor como também me deu dicas, ajudou a escolher passagens, foi um conselheiro”, conta Marcos. Para Vítor, apoiar o jovem aluno foi também uma oportunidade de cultivar um espírito que considera essencial: “A FGV me deu muito e quero que outros também possam ter acesso às mesmas oportunidades. Infelizmente, esse tipo de contribuição ainda é pouco comum no Brasil. O Marcos valoriza cada chance que tem e, no futuro, eu sei que ele também vai retribuir.”
O otimismo é uma marca registrada de Marcos. Mesmo diante das incertezas e dos obstáculos, ele mantém a convicção de que as coisas vão dar certo. Para Vítor, essa postura é inspiradora: “O Marcos é um otimista realista. Ele faz seus planos, trabalha duro e acredita no que está construindo. Esse jeito de ver o mundo abre portas.”
Em Boston, Marcos mergulhou em um universo diverso e desafiador. “Muitos aprendizados não vieram das aulas, mas da experiência de vida, do olhar ampliado. Voltei com ainda mais vontade de sonhar grande. Vi que tudo é possível.” Hoje, ele segue empreendendo, com um negócio na área de saúde que já chama atenção dentro da própria FGV, e leva consigo a certeza de que histórias como a sua só acontecem porque existem pontes entre gerações.
“O Vítor me ensinou que existem pessoas boas, dispostas a contribuir e construir coisas grandes. Mas a gente precisa dar o primeiro passo, acreditar no nosso propósito”, diz Marcos.
E, assim, o Fundo de Bolsas cumpre sua missão: conectar gerações e inspirar futuros. Na história de Marcos e Vítor, fica claro que o impacto de um gesto vai muito além de um intercâmbio. Ele se multiplica, inspira e cria uma corrente de oportunidades que atravessa o tempo.
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