Sistema de classificação pretende orientar o que pode ser considerado sustentável e socioterritorial na Amazônia brasileira

O Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, em parceria com a WWF-Brasil, está lançando a publicação Sistema de Classificação da Infraestrutura Socioterritorial: uma proposta para a Amazônia brasileira.

Trata-se de um documento pioneiro, que representa o primeiro passo na criação de um sistema de classificação de infraestruturas socioterritoriais para orientar o que pode ser considerado sustentável e socioterritorial na Amazônia brasileira, de forma a apoiar o planejamento, a implementação e o financiamento de projetos de infraestrutura para a região.

Ao ser colocado em prática, o sistema de classificação tem como usuários-alvo as pessoas que estão nos territórios, formuladores de políticas públicas, emissores de títulos verdes, certificadores, verificadores e outros, além de investidores.

Sua abordagem contempla objetivos estratégicos de desenvolvimento para a região, levando em consideração especificidades dos territórios amazônicos, além de aspirações em relação à agenda climática e ao atingimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A proposta é inspirada no movimento global de criação de taxonomias verdes, ou sustentáveis, que buscam classificar atividades econômicas. A inovação está nos recortes adotados – além do foco específico sobre infraestruturas, o sistema é destinado a uma região subnacional específica – e na estrutura do sistema de classificação, que além de critérios de triagem, incorpora critérios de processo, que avaliam o desempenho dos projetos de infraestrutura em relação à abordagem territorial para o desenvolvimento. Trata-se, assim, de um modelo de uma taxonomia de infraestrutura socioterritorial para a Amazônia.  

A proposta foi e segue sendo construída em diálogo com o Grupo de Trabalho temático sobre Infraestrutura Socioterritorial, criado no âmbito da iniciativa Uma Concertação pela Amazônia. Com a publicação, a parceria entre FGVces e WWF-Brasil inicia sua terceira fase, cujo principal objetivo é apresentar a proposta a potenciais usuários da ferramenta para aproximar ainda mais sua aplicabilidade e avançar no desenvolvimento dos componentes do sistema de classificação.  

Clique aqui para ler o documento na íntegra.

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