Reinventar-se com propósito: quando a experiência encontra a ciência da gestão de pessoas

Durante 25 anos, ela ocupou posições de liderança em grandes instituições financeiras. Cuidou de áreas com milhares de colaboradores, tomou decisões estratégicas e construiu uma carreira sólida no setor bancário. Mas foi na pausa provocada pela pandemia, ao deixar o cargo de superintendente no Itaú, que Adriana Gestal decidiu ouvir uma inquietação antiga: e se fosse hora de olhar para outro caminho?

“Eu queria parar, respirar e pensar no que vinha depois”, relembra. Com uma formação em Administração, especializações e um MBA no currículo, Adriana sempre teve um olhar atento às pessoas. Mais do que processos, KPIs ou indicadores, o que sempre moveu sua trajetória foi a capacidade de gerar conexões genuínas. “Sempre tive vontade de estudar Psicologia. As pessoas são o que fazem a diferença nas organizações. Mas, no ritmo em que se vive o cotidiano corporativo, nunca tinha conseguido parar para estudar com profundidade”, conta.

Foi nesse intervalo de transição que ela descobriu o Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade – linha de Gestão de Pessoas (MPGC) da FGV EAESP. A proposta, que unia ciência e prática com foco em desenvolvimento humano e organizacional, parecia feita sob medida para quem buscava mais do que um título acadêmico. “Eu relutei por muito tempo com a ideia de fazer um mestrado. Achava que era muito teórico. Mas o MPGC me provou o contrário. É um programa que fala com quem tem um perfil prático como o meu.”

 

Da teoria à prática: um novo papel profissional

Durante o curso, Adriana também iniciou a graduação em Psicologia e começou a atuar como consultora — primeiro na área de finanças e, depois, voltada à educação corporativa e gestão de pessoas. Foi então que ela entendeu que já não estava apenas explorando novas possibilidades. Ela havia, de fato, pivotado sua carreira.

“Hoje o meu trabalho é ajudar organizações a olharem para suas próprias realidades com mais profundidade. Cruzar com o conhecimento científico e, a partir dessas evidências, tomar decisões mais bem fundamentadas. O mestrado me deu essa lente”, explica.

Para ela, um dos maiores legados do MPGC é o rigor metodológico da pesquisa científica: saber buscar fontes confiáveis, filtrar autores, cruzar dados e transformar tudo isso em soluções aplicáveis. “Vivemos em uma era com excesso de informação. Saber analisar criticamente o que se consome e como aplicar esse conhecimento virou uma habilidade essencial.”

Além disso, a troca com colegas foi transformadora. “Mais de 50% da turma não era da área de RH. E isso mostra que a gestão de pessoas não é domínio exclusivo de um setor. Tem ciência, tem técnica, e exige sensibilidade. O networking aqui é genuíno. É sobre compartilhar visões, construir juntos, e isso se reflete até hoje na minha atuação.”

 

Consultoria com base em evidências

Adriana acredita que o papel do consultor mudou. Se antes era visto como aquele que detinha o conhecimento, hoje é quem facilita processos e traduz informações complexas em soluções viáveis para contextos específicos. “Com tanta informação acessível, o diferencial está em como interpretar e aplicar. O mestrado trouxe isso com muita força.”

E a bagagem acadêmica, segundo ela, reforça sua credibilidade. “Consultores são sua própria marca. Ter feito um mestrado na FGV, com seleção rigorosa e uma linha dedicada à gestão de pessoas, pesa no currículo, sim. E não só pela reputação, mas porque me deu recursos concretos para pensar e agir com mais profundidade.”

 

Humanizar organizações começa pelo conhecimento

Para além de ferramentas, frameworks ou metodologias, o que Adriana busca hoje é colocar o humano no centro das decisões organizacionais. “As empresas falam muito em escuta e troca, mas nem sempre isso acontece de forma genuína. Acredito que só com uma base sólida de conhecimento e com espaços seguros de diálogo é que conseguimos criar ambientes realmente transformadores.”

Reinventar-se com propósito, aliando experiência a novos saberes, exige coragem — e curiosidade. No caso de Adriana, foi também um movimento de reencontro com o que sempre a motivou: as pessoas. Para ela, gestão de pessoas é uma arte, mas também tem técnica. Agora, com a ciência ao lado, ela segue construindo um novo capítulo, pautado por decisões mais conscientes, relações mais autênticas e, principalmente, a certeza de que aprender é um ato contínuo de transformação.

Conheça mais sobre o Mestrado Profissional em Gestão de Pessoas aqui. 

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